sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Como escolher a franquia certa para você?

por Juliana Bittencourt*

Pensar em adquirir um negócio próprio dentro de uma rede de franquias, faz parte dos sonhos de muitos empreendedores. Montar um restaurante pode ser uma ideia sensacional, pois você irá mexer com o paladar das pessoas e será capaz de despertar alegria naqueles que provarem seus pratos. Uma loja de sapatos femininos e acessórios é o sonho de qualquer mulher. Enfim, existem diversos segmentos prontos para atender às mais variadas necessidades e o maior número de pessoas. Mas existe um ponto que passa despercebido na hora de fazer a escolha.

A pergunta chave é: você suportaria trabalhar aos domingos, feriados, até tarde da noite? Você se identifica com essa rotina? Mais do que a identificação com o produto ou serviço, é necessário ter identificação com a rotina de trabalho, pois ao optar por ser seu próprio patrão, você estará assumindo o compromisso de ter dedicação e comprometimento para que as coisas deem certo.

Disponibilidade de capital, facilidade em encontrar o ponto comercial perfeito, enfim todos os itens básicos que são avaliados nas etapas de negociação com a franqueadora têm sim grande importância, mas a identificação com o negócio é talvez o mais importante de todos eles.

No processo de compra de uma franquia, os critérios de avaliação devem ser bilaterais e essa etapa deve ser conduzida com o máximo de cautela, pois uma fase pulada ou uma informação equivocada podem causar danos desastrosos para os dois lados.

Primeiro o franqueado define o segmento, o tipo de negócio que deseja montar e então começa a avaliar marca por marca. Da mesma forma, a franqueadora deve ter seus critérios para selecionar quem fará parte da rede.

Assim como as redes de franquia devem avaliar o nível de empreendedorismo do franqueado, se tem expectativas coerentes às oferecidas pela franqueadora, se será capaz de cumprir regras, normas e padrões estabelecidos pela rede, os candidatos a franqueados também devem ter seus critérios de avaliação.

Entender as regras do jogo antes de fazer parte dele é fundamental e estar certo de que serão parte de uma rede estruturada, que terão apoio e que realmente estão comprando o know-how ofertado no material promocional.

Para saber se há realmente identificação das duas partes a transparência é indispensável, pois o candidato deve receber informações verdadeiras sobre o negócio e deve ter todas as suas dúvidas sanadas. Por outro lado, a franqueadora precisa ter certeza de que aquela pessoa possui as competências pessoais necessárias para inaugurar mais uma unidade, deve ter certeza de que ele honrará o nome da rede, que cumprirá as regras estabelecidas.

Havendo identificação com o negócio, com o ritmo do trabalho, alinhamento de expectativas, suporte, regras claras e coerentes, dificilmente essa parceria não dará certo. Nesse momento as duas partes estarão cientes de que a partir de agora trabalharão juntas para que a marca se torne cada vez mais forte.

Um ponto que merece muita atenção das franqueadoras é que muitos problemas surgem quando a necessidade de fechar dez negócios é maior que a necessidade de fechar dois bons negócios, quando há a necessidade de bater metas urgentes e assim os critérios acabam ficando esquecidos. Nesses casos a tendência é que um dos pontos mais relevantes não seja avaliado e o negócio acabe sendo fechado sem que franqueadora e franqueado tenham identificação.

Quem opta por expandir seu negócio pelo sistema de franquias, busca a mesma parceria que aqueles que desejam adquirir uma franquia. O segredo para que dê certo é ter perfis compatíveis, expectativas alinhadas e vontade de trabalhar e crescer juntos. Dessa forma, a rede toda ganha e todos ficam satisfeitos.

 *Administradora de empresas especializada em expansão de franquias. É consultora da GOAKIRA Consultoria Empresarial. 

SITE: www.goakira.com.br

Opinião

"Às vezes nem me mostram o projeto porque acham que não vou me interessar ou porque meu cachê é muito alto. Imagina. Nunca decidi fazer um projeto por causa do dinheiro. (...) Sinto que sou uma atriz, ponto. Nunca me conectei muito com essa coisa da imagem."

Alice Braga, atriz.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Opinião

"Inovação não quer dizer a mesma coisa que empreendedorismo. Pode ter inovação em diversos níveis sem que isso se torne comercial. O Brasil é carente nessas duas áreas. (…) Está tudo por ser reinventado, desde o vaso à privada. (…) Na ciência, a gente não compreende muita coisa do universo. Se, por um lado, a gente passa por uma revolução tecnológica tremenda, por outro não compreendemos muita coisa. Estamos na ponta do iceberg."

Cláudio Lenz, físico e pesquisador da UFRJ e do Cern (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear).

Luiza Trajano: crise no varejo brasileiro?

por Marcelo Murin*

Afinal, o varejo brasileiro está em crise? Muito tem se falado sobre a instabilidade da economia, mas a pergunta acima foi tema de uma entrevista da empresária Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, no programa Manhattan Connection, da GloboNews, no dia 19 de janeiro.

Segundo informações passadas por Luiza durante a entrevista, que acabou viralizando nas redes sociais, o varejo brasileiro está em desenvolvimento, tendo crescido 5,9% e gerando 630 mil empregos em 2013. Segundo Flávio Rocha, Presidente do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), vivemos a "década do varejo".

Sem dúvida alguma, a participação de novos consumidores na economia brasileira tem gerado crescimento, no entanto ainda temos uma grande parcela da população sem acesso a produtos que são fortemente vendidos no varejo, como itens da chamada linha branca. Isso nos leva a crer que ainda há muito para se crescer.

Claro que para esse consumo se efetivar é importante que além desses consumidores que já estão inseridos na classe média terem motivação e interesse de consumo, mantenham seu poder de compra, que deve ser garantido pelas regras econômicas estabelecidas pelo governo.

Outro aspecto importante citado por Luiza na entrevista foi a respeito da maturidade do varejo brasileiro, onde ela diz que ainda temos muito a desenvolver. Começamos a nos organizar melhor há aproximadamente cinco anos, o que já tem trazido bons resultados para o setor.


"A inadimplência está totalmente sob controle, pelo contrário. Nunca tivemos um índice tão bom como nós
terminamos agora em 2013", disse Luiza Trajano. (Foto: Divulgação / Internet)
Com relação à comparação da concorrência das vendas virtuais versus lojas físicas, obviamente que é uma preocupação futura, pois o mundo está se modernizando, mas também voltemos a pensar no tanto que o país precisa e tem a se desenvolver em outros pontos. Então, acredito que o varejo ainda tem um longo caminho a percorrer em desenvolvimento até que as vendas virtuais realmente passem a incomodar de fato.

Como ponto final da entrevista, Luiza faz uma pequena comparação entre a atuação do varejo nos EUA e no Brasil, onde ela comenta que lá os processos e sistemas são quase perfeitos, entretanto o atendimento - apesar de ser muito treinado - tem certa frieza quando comparado ao brasileiro. Já no Brasil temos muito a evoluir nas questões de processos, sistemas, logísticas e outros, já que fazemos a diferença no atendimento, onde muitas vezes a venda se configura pela forma e atitude do vendedor.

Obviamente que isso também pode ser resultado da diferença cultural entre os países, e até mesmo da busca criativa dos vendedores para tirar a diferença da falta de recursos em atingir seus objetivos. O fato é que temos muito o que aprender um com o outro, cada um naquilo que fazemos de melhor.

Por fim, acredito que a crise não é do varejo brasileiro, e sim da economia e do país. Por consequência, pode refletir no varejo, mas se o setor souber trabalhar de forma positiva e usar a situação a seu favor, poderá ter muito ganhos nesse momento e principalmente em um ano com grandes eventos, como promete 2014.

*Administrador de empresas com especialização em marketing e sócio-diretor da SOLLO Direto ao Ponto.

SITE:
www.sollopdv.com.br

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Opinião

"Imagine uma escolha como um corredor com várias portas. De vez em quando podemos até abrir cada porta e ter uma ideia do que nos espera, mas é difícil analisar sem realmente passar por elas, e quanto mais portas abrir, mais opções, mais difícil fica escolher algo. (…) Faça um processo de eliminação, qual porta você não quer abrir? Você pode gostar de uma ou outra alternativa, estar confuso quanto a outra, mas não perca tempo com aquelas que sabe que realmente não quer abrir. (...) O sim é confuso e abstrato. (…) O não tem algo de concreto, é uma sensação mais viva, sentimos até nas nossas entranhas.

Fábio Zugman, professor universitário, mestre em Administração e escritor.

Espectro radioelétrico: como otimizar o uso deste recurso não renovável

por Adriano Fachini*

Espectro radioelétrico é o meio utilizado para a propagação das ondas radioelétricas. A rigor, existem somente dois meios de propagação de sinais, com cabos (fibra ótica, cabeamento estruturado) ou sem fio (wireless). Toda a comunicação sem fio utiliza o espectro radioelétrico para sua propagação - comunicação via rádio.

Podemos citar como exemplos a radiodifusão (AM, FM, Ondas Curtas), as emissoras de TV aberta, internet distribuída com sinal de rádio (muito comum em todo o Brasil), operadoras de telefonia celular e algumas concessionárias de TV por assinatura, caso da Direct TV, Sky, entre outras que usam antenas para captar o sinal.

Muitos dispositivos residenciais também consomem o espectro radioelétrico, quando usamos um fone de ouvido Bluetooth, um telefone sem fio, controle remoto para abertura de um portão e até um brinquedo controlado por comando à distância estamos, na verdade, acionando um transmissor radioelétrico.


Como podemos notar, muitos são os usuários e por conta disso a administração desse importante recurso natural se tornou um problema ambiental em âmbito mundial pela alta demanda de serviços de telefonia e internet em todo o mundo.

Preocupada com o assunto, a UIT - União Internacional de Telecomunicações, agência da ONU designada para a coordenação do assunto, tem liderado junto aos governos, fabricantes de produtos de telecomunicação e outros "players" do mercado para a adoção de padrões de modulação e canalização de frequências de modo a otimizar esse recurso natural que é finito, escasso e não renovável.

No ambiente da radiocomunicação esse assunto é de vital importância, haja vista a utilização do serviço por órgãos públicos essenciais à sociedade, tais como engenharia de tráfego, segurança pública, companhias de água, eletricidade (desde a geração até a distribuição aos consumidores), comunicação com aeronaves e ambulâncias, entre outros. No âmbito privado o serviço de radiocomunicação também é imprescindível para a agilização de tarefas nas principais atividades dos setores primário, secundário e terciário.

O sucesso do serviço de radiocomunicação é a capacidade de comunicação instantânea em grupo de dez, cem ou até milhares de usuários simultaneamente, além da possibilidade de prover sinal mesmo nos locais mais remotos, onde não há nenhum outro meio de comunicação. Tudo isso sem cobrança de tarifas. Paga-se uma taxa anual por rádio de aproximadamente um real por mês. Decorrendo daí o amplo interesse de toda a sociedade, em geral, na utilização desse importante meio de comunicação independente de operadoras.

*Empresário do setor de telecomunicações e presidente da Aerbras - Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.


Opinião

"A tecnologia por si só não é nada. Tecnologia é apenas uma mídia. (…) Temos que trabalhar para fazer com que a tecnologia se torne mais poderosa e melhor. (…) Com a vinda da tecnologia para o nosso cotidiano, tem de aumentar o nosso letramento para usar a tecnologia."

Lourenço Bustani, CEO da Mandalah.

Passivo tributário: fechar a empresa é uma boa saída?

por Vagner Miranda*

A existência de dívidas tributárias pela falta de pagamento ou decorrentes de auto de infração é um problema comum em muitas empresas. A forma de tratá-lo é que muda conforme as particularidades de cada negócio. No mercado são encontradas variadas formas para resolvê-lo, oferecidas por escritórios e profissionais liberais especializados no assunto.

Existem propostas arrojadas que prescrevem até a suspensão dos pagamentos com a empresa, entrando em rota de colisão com a Fazenda Pública discutindo judicialmente os tributos a que está sujeita sob vários aspectos. Tem propostas moderadas que sugerem o pagamento via parcelamentos com aproveitamento de benefícios que reduzem o valor da dívida, levantamento e utilização de créditos tributários não aproveitados na época correta, etc.

Arrojadas ou moderadas são soluções propostas com base nos instrumentos administrativos e jurídicos legais. Além dessas possibilidades, alguns empresários adotam um procedimento diferente. Encerram as atividades da empresa com passivo tributário e passam a operar a partir de uma nova empresa aberta em nome de terceiros. Muitos adotam o procedimento sob orientação de assessoria profissional, mas outros apenas se baseiam nas experiências de empresários que vislumbraram na atitude a única saída para continuar no mercado.

O fato é que o mesmo procedimento pode ser adotado por muitos, porém o nível de risco que se incorre é particular e diferente para cada empresário e é isso que deve ser avaliado antes de se tomar a decisão de encerrar as atividades da empresa nessa situação. O que pode ser indício de início de sucesso para um, pode ser o oposto para outro.

Encerrar as atividades da empresa de forma abrupta, sem cumprir com os devidos tramites legais e ignorar a necessidade de gerenciar o pagamento do passivo tributário junto à Fazenda Pública, pode criar grandes problemas inclusive na pessoa física do empresário. A demora em cobrar da Fazenda cria uma falsa ilusão de que está tudo certo.

O dono da empresa encerrada irregularmente passa a incorrer no risco de futuramente ter seu patrimônio particular bloqueado visando o pagamento da dívida. Dependendo da situação, até mesmo o bem de família fica sob risco. Para quem não possui patrimônio a situação não incomoda tanto, mas quem tem deve temer.

É provável que ao decidir por abandonar a empresa pelo elevado passivo tributário existente, o empresário que acabou por desconsiderar que se trata de uma pessoa jurídica e que é dela a responsabilidade pela liquidação das obrigações que contraiu, salvo se o administrador atuar de maneira inidônea.

Ao decidir por abandonar a empresa pelo elevado passivo tributário existente, é provável que o empresário acabou por desconsiderar que se trata de uma pessoa jurídica e que a responsabilidade pela liquidação das obrigações que contraiu é dela e não sua, salvo se o administrador atuar de maneira inidônea.

A justiça considera ato ilegal o encerramento das atividades da empresa sem quitação dos débitos tributários e sem deixar bens suficientes pra esse fim e quando o empresário procede de tal maneira cria oportunidades para a Fazenda Pública pleitear a quitação do passivo tributário com o patrimônio particular do dono da empresa.

O empresário precisa estar ciente que a simples inadimplência da obrigação tributária na pessoa jurídica, constituída como limitada, não o levará a responder com seus bens pessoais, salvo se comprovado que agiu em desacordo com a lei.

É verdade que é possível o passivo tributário atingir um valor exorbitante e os mecanismos para sua administração tornarem-se tão complexos que o bom desenvolvimento dos negócios da empresa fique comprometido, mas simplesmente fechar as portas do estabelecimento nessas condições é um procedimento que no longo prazo pode criar problemas cujas soluções serão mais complexas, limitadas e caras que aquelas existentes com a empresa aberta. Definitivamente, essa não é a saída.

 *Administrador de empresas e sócio da VSW Soluções Empresariais.

SITE: www.orgvsw.com.br

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Opinião

"É preciso estar ciente de que a capacidade de ser produtivo está diretamente relacionada à capacidade de se equilibrar. Períodos curtos de descanso são essenciais para ajudar a crescer, trazem ideias novas, arejadas e disposição para coloca-las em prática. (...) Todos precisamos de momentos para fazer o que gostamos para restabelecer a energia e disposição, seja um esporte, balada ou apenas conversar com os amigos. Para conseguir isso, o primeiro passo é a organização pessoal."

Christian Barbosa, especialista em administração de tempo e produtividade.

Opinião

"Fazer uma pergunta e procurar a resposta foi uma técnica de sobrevivência dos primeiros seres humanos. Para nós, é o processo pelo qual se pode ocupar o tempo na Terra de forma significativa."

Gerald Benedict, teólogo, filósofo e escritor.