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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Como turbinar a recolocação profissional

por Deise Leia Farias Hofmeister*

O mercado de trabalho sofreu transformações ao longo dos anos. A principal delas é que vamos viver mais e, consequentemente, vamos trabalhar mais. Como todos sabemos, atualmente, muitas corporações estão demitindo e, se você não está desempregado, comece a cogitar a situação. Lidar com a demissão nem sempre é fácil. Ser demitido não significa não ter contribuído com a empresa ou ainda que não possui competência para trabalhar. É hora de arregaçar as mangas e começar a definir seus objetivos na busca de uma nova oportunidade de trabalho.

As empresas, cada vez mais, buscam profissionais que atuem de forma próxima aos seus valores e objetivos. Sendo assim, você precisa se reinventar. A recolocação rápida acontecerá na medida em que você estiver apto a oferecer o que o mercado deseja. Não basta apenas ter um currículo excelente - é preciso compreender a conexão do mercado. É preciso, muitas vezes, mais qualificação e, mais que isso, manter o relacionamento com pessoas que fazem parte das suas relações profissionais, o famoso e eficiente networking.

Mas como ganhar visibilidade perante tamanha concorrência? Será que você é a pessoa certa, para a vaga certa? Temos hoje vários questionamentos quanto à recolocação no mercado de trabalho. O seu posicionamento para uma recolocação mais rápida deve estar pautado em planejamento e manter a mente aberta quanto às novas formas de busca por emprego. A rede de contatos LinkedIn, por exemplo, cujo o foco é manter as relações corporativas e os contatos de trabalho, é considerada pelas empresas uma fonte forte das suas buscas por profissionais certos para vagas certas.

Defina bem seu perfil profissional, tanto ao preencher o cadastro de vaga, quanto numa rede social: isso possibilitará uma maior visibilidade, visto que os recrutadores de várias corporações buscam por profissionais em constante conexão e preocupados com seu perfil profissional. Se você, infelizmente, está desempregado, não continue fazendo o que sempre fez. Perceba as oportunidades, defina suas tarefas, reorganize seu tempo e aprimore sua técnica enquanto profissional. Isso significa ter autonomia na busca por um novo emprego. Neste processo de recolocação, a sua atitude é rever a sua conformidade quanto ao seu empenho. Procure um propósito, deseje atuar em algo que permita mostrar a sua excelência como oxigênio da sua alma. Lembre-se do ditado “quem gosta do que faz não vai trabalhar nunca” e busque algo que realmente goste de fazer.

Então, em algum ponto das nossas vidas, a questão é ter persistência e dedicação. O seu trabalho, no momento da recolocação, é buscar pelo emprego.

*Coordenadora do curso de Gestão em Recursos Humanos do Centro Tecnológico Positivo.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Opinião

"Hoje o grande fator para o sucesso dos negócios é que o empreendedor diminua seus custos e aumente sua renda. (...) É necessário que o custo seja o menor possível, sem esquecer que não se pode perder a qualidade e a eficiência. O lema é realmente esse: eficiência com baixos custos e também maior qualidade." 

Alessandra Andrade, coordenadora do Centro de Empreendedorismo da FAAP.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O que o mercado exige dos gestores


- trabalhar em equipe e desenvolver pessoas

- saber reagir a mudanças e responder às situações novas

- comunicar-se bem verbalmente e por escrito

- enfrentar momentos de pressão com equilíbrio e clareza


- desenvolver-se sempre e trazer melhorias para o ambiente

- saber negociar questões relevantes e gerar resultados

- tomar decisões com base em uma visão ampla da situação

- saber administrar conflitos e costurar acordos


Fonte: Grupo Bridge



Opinião

"Atualmente, acredito que exista o que chamo de motivação 3.0. Os trabalhos estão mais conceituais e os pensamentos, mais sofisticados. As pessoas querem poder dirigir a própria vida, ver um sentido no que fazem e aprender algo que para elas valha a pena."

Daniel Pink, escritor.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Opinião

"É lógico que há regras, políticas, normas, mas elas não podem sufocar a organização a ponto de tirar autonomia, tirar essa liberdade de criação. (...) Eu considero importante haver equilíbrio: procedimento e política são importantes, mas não podem engessar a organização."

José Fernando Rodrigues, presidente da Nova Opersan.

Opinião

"É preciso pensar como se nós não fôssemos morrer nunca e agir como se nós fôssemos morrer amanhã. Ou seja, nossos pensamentos têm de ser sempre de longo prazo e nossas ações têm de olhar para o curtíssimo prazo. Colocar a máxima energia nas ações, querendo resultados imediatos, mas sempre olhando muito para a frente."

Francesco Renzetti, CEO da AlmavivA.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Mentoring empresarial cria atalhos para crescimento consistente e lucrativo

*por Marcelo Scharra*

Se dizem que "mares calmos não fazem um bom marinheiro", a conjuntura econômica atual pode ajudar muitos gestores a se transformarem em grandes líderes. Mas, não saber navegar em águas turbulentas, pelo menos quando o assunto é negócio, pode significar ficar à deriva ou naufragar. Para guiar essa embarcação, nada como a ajuda de um bom e velho capitão do mar. A lógica é a mesma para o mundo dos negócios, que tem enxergado no mentoring empresarial uma forma de aprender com a experiência de quem já enfrentou muitas tormentas para superar as deficiências e dificuldades das empresas e gerar um crescimento lucrativo, muitas vezes esquecido por empresários que só focam o crescimento no faturamento.

Embora tenha sido criado há bastante tempo, este conceito ainda é pouco aplicado no Brasil em empresas mais maduras, porém já bastante difundida no circuito das Startup´s, que têm tirado enorme proveito desta técnica. A metodologia é um híbrido entre o coaching – que foca em desenvolver o indivíduo, tornando-o sempre melhor do que já era – e a consultoria – que demonstra os pontos críticos da empresa e direciona alternativas de soluções. Dessa mistura, resulta-se o conceito em questão, que propõe auxilio na identificação dos problemas chave e sugestão de encaminhamentos para solução.

Pelo lado empresarial a metodologia é indicada para organizações que precisem gerir e aumentar sua receita, validar estratégias, aprimorar processos ou até modificar a relação entre sócios, tornando-a mais harmoniosa. Do lado da gestão, se apresenta como solução principalmente para o baixo envolvimento dos sócios com a operação, falta de conhecimento do negócio por parte dos gestores e a baixa capacidade de liderança para execução.

Para suprir estas deficiências, o mentoring empresarial é aplicado a empresas de pequeno porte e a empresários que reconhecem no apoio externo uma forma de ganhar conhecimento e velocidade de crescimento pessoal e profissional. Essas soluções são sugeridas por profissionais que já trilharam e venceram caminhos pelos quais o mentorado está percorrendo ou ainda irá percorrer.

Os principais ganhos para os gestores são: ampliar a visão de negócios e mercado dos sócios e promover um empoderamento de suas competências para superar os desafios de cada operação. Desempenhando melhor seus papéis, passam a ser capazes de gerar lucro e caixa de forma rápida e consistente, pontos pouco explorados pelos empresários brasileiros.

O crescimento lucrativo acontece pela melhora na capacidade de resolver problemas por meio do direcionamento de estratégias, além de um melhor controle e entendimento da capacidade gerencial financeira, com foco no que realmente interessa às empresas: PERPETUAÇÃO DO CRESCIMENTO LUCRATIVO.

*Consultor de gestão da Inside Business Design.
 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Opinião

"Como dirigente principal, eu me vejo como um juiz no jogo de futebol, que quanto menos notado é, melhor ele é. O CEO é a mesma coisa, quanto menos notado eu for, melhor."  

Carlos Nogueira, CEO da Trimble.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Dicas para melhorar o desempenho da sua empresa

Conheça seu mercado: conhecer a satisfação do seu cliente, o que seu cliente em potencial espera com sua empresa e o que a concorrência faz é importante para que seu serviço esteja alinhado com a necessidade do mercado e se venda sozinho.
 
Trace estratégias: elaborar metas e ações de curto, médio e longo prazo, além de definir o posicionamento da marca e otimizar processos afetam diretamente os resultados.

Controle de gastos: ter na ponta do lápis seus gastos, reduzir custos e criar um plano orçamentário e um planejamento financeiro podem salvar o negócio da falência.

FONTE: GGV Consultoria Empresarial / 
SITE: www.ggvconsultoria.com

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Opinião

"A crise tem o lado positivo de nos chacoalhar, retirando-nos da zona de conforto. O mesmo se dá com as organizações, que buscam verificar formas de melhorar a produtividade e de identificar seus melhores talentos. (...) Mais do que nunca, precisamos de gente bem preparada, engajada e motivada. Incentivar um ambiente informal e participativo, de maior proximidade com a alta gestão, tem se mostrado uma alternativa interessante, propiciando o surgimento de soluções inovadoras e criativas."

José Franco, diretor de gente, gestão e sustentabilidade da SBK BPO.

sábado, 11 de julho de 2015

Contar histórias inspiradoras, habilidade essencial no exercício da liderança

por Amauri Nóbrega*

Em tempos de mercado extremamente competitivo, os gestores e líderes têm papel fundamental para garantir a sobrevivência das organizações. Uma das estratégias para tal é o posicionamento de uma liderança autêntica, que gere identificação e motivação em sua equipe. Mas como conseguir isso? Acredito que um líder precisa saber contar histórias, tem que ser genuíno, com raízes fortes, ou seja, ter uma história motivadora para conseguir manter o seu time inspirado e focado em atingir o objetivo desenhado.

Saber contar histórias inspiradoras, que façam todos abraçarem uma causa, é uma habilidade essencial para quem ocupa um cargo de liderança ou deseja assumir esta posição. Um exercício que sugiro é colocar sua própria história no papel, ação que fará com que se aprimore a capacidade de contar uma história. Será uma excelente oportunidade de refletir sobre as diversas passagens e decisões da sua vida.

"Sem base, não existe construção"

Contando sua própria história, será possível analisar suas raízes, onde estão seus valores e crenças. A história da sua vida é a base da sua liderança, logo, se não existe base, não existe construção. Notem que não existe uma árvore sem raiz, e, se existisse, ela não ficaria em pé por muito tempo.


Assim, proponho ao líder uma análise de toda a sua trajetória pessoal e profissional, listando as experiências que o fizeram chegar ao posto de liderança e como ele fez isso. Essa estruturação da história pessoal e profissional será de grande importância para diferenciar aqueles líderes que chegaram à posição por questão de poder e os que fizeram por mérito. Há os líderes que cresceram a partir do poder, que tiraram vantagens das pessoas menos poderosas para crescer ou que usaram as pessoas boas como trampolim. Este tipo de liderança não tem uma vida longa, além disso, uma pessoa que ocupa tal cargo sem contar com uma história, pode ocasionar até o declínio da empresa que o contratou.

Passível de imprevisibilidade como qualquer outra esfera da vida, os negócios são atingidos por diversas forças e o líder precisa perceber as mudanças para traçar uma nova rota. É nesse momento que ele deverá ser autêntico em seu discurso com o time para conseguir atingi-lo com o coração e fazer com que a equipe continue engajada, mesmo com os novos desafios e pressões, para seguir em frente rumo ao novo objetivo.

*Consultor executivo, palestrante, coach, escritor, conselheiro e especialista em estratégia e finanças.
 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Em tempos de crise, fortaleça a resiliência para manter seu emprego

por Bibianna Teodori*

Desenvolver a resiliência é fundamental para enfrentar os desafios pessoais e também os profissionais. No mundo corporativo, principalmente em tempos de crise como o que estamos enfrentando, a pressão por resultados é enorme. Por isso, quanto mais resiliente for o profissional, maior será sua vantagem competitiva e maior será sua capacidade de lidar com essas adversidades.

Hoje, nas organizações, a resiliência é uma característica cada vez mais valorizada e observada já nos processos seletivos. Algumas empresas aplicam testes a seus candidatos, como dinâmicas de grupo, nas quais o perfil é mensurado.

A resiliência no meio profissional é fundamental para: atuar com competência mesmo sob pressão, responder rapidamente às crises, demonstrar criatividade, encontrar soluções mesmo com poucos recursos, além de manter a integridade e a alta performance em situações difíceis. Algumas pessoas são mais resilientes, outras menos, mas todas têm algum grau de resiliência e podem aprender a elevá-lo.

Essa característica também pode ser encontrada nas corporações. As empresas resilientes possuem missão, visão e valores sólidos, compartilhados por todos os funcionários. Por isso, são capazes de seguir adiante mesmo em momentos difíceis. Elas avaliam riscos e oportunidades de modo ético e realista, e ainda respondem de modo rápido e eficaz a imprevistos, crises e fatalidades.

Companhias resilientes podem treinar seus funcionários para que se tornem também resilientes, visto que a característica envolve mentalidades, comportamentos e ações que podem ser aprendidas e desenvolvidas. Através de um processo de coaching, as emoções de sua equipe são trabalhadas. Neste processo, o ponto-chave é a percepção que, embora determinadas emoções possam ser ativadas por fatores externos, o modo de lidar com elas e de expressá-las é responsabilidade de cada um.

A maneira de lidar com as emoções pode contribuir para aumentar ou para diminuir seu nível de resiliência. Assim, o coaching funciona para todos os que realmente se comprometem e assumem a responsabilidade de agir.

Uma tática bem comum nas empresas é o feedback. No entanto, ele requer uma boa aplicação para surtir os resultados esperados. Durante o feedback é importante que o gestor tenha em mente que precisa encorajar, focar no aprendizado, criar confiança, cooperação, visar a solução dos problemas e o aprimoramento de habilidades de sua equipe.

Por fim, pessoas resilientes apresentam basicamente três pontos fundamentais: a aceitação da realidade, com otimismo, porém sempre com os pés no chão; vivem em congruência com os valores e propósitos da vida; e uma grande capacidade de improvisar.
 
Veja algumas dicas para alcançar o comportamento e pensamento resiliente:

- Foque no futuro. Olhe para frente e não se prenda ao passado;
- Mantenha-se motivado. É importante lutar por seus sonhos e objetivos;
- Invista em relacionamentos, eles são uma grande fonte de apoio e de encorajamento;
- Fique atento as suas necessidades, cuide da mente, do corpo e da sua saúde;
- Não permita que emoções negativas o controlem;
- Evite colocar defeito nas coisas.

*Escritora e palestrante. Executive e Master Coach, idealizadora e fundadora da Positive Transformation Coaching.

domingo, 28 de junho de 2015

Opinião

"O RH tem papel importante no desenvolvimento de equipes e lideranças. Ele fornecerá ferramentas para a avaliação de desempenho, ajudando líderes a identificar o que deve ser mudado para que o objetivo da empresa seja atingido."

Jacob Rosenbloom, CEO da Emprego Ligado.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Os grandes desafios da liderança na atualidade

por Patrícia Arantes*

Atualmente, a postura de liderança é um dos requisitos mais valorizados no mercado de trabalho. Mas como desempenhar esse papel de modo eficiente? Qual seria o verdadeiro papel de um líder? A resposta pode ser óbvia, é claro: liderar.
O consultor executivo e coach especialista em estratégia, Amauri Nóbrega, ressalta, no entanto, que a principal função de um líder é levar sua equipe a um objetivo traçado. Ele explica que em todo negócio existem três processos-chave: estratégico, operacional e pessoal.

"Cada um deles tem a sua importância, mas dou um peso maior para o 'pessoal', pois não adianta ter uma estratégia maravilhosa e excelente operação, se não houver pessoas para dar razão a tudo isso", diz.

Para Amauri Nóbrega, uma das habilidades imprescindíveis para um líder é assumir e "fazer acontecer" a estratégia em conjunto com a estrutura à disposição. Um dos pontos cruciais para o líder é não delegar a montagem do próprio time. O líder precisa confiar nas pessoas com as quais irá trabalhar e contar com profissionais que estejam dispostos a batalhar pela causa. "O líder tem que criar um ambiente para que as pessoas liberem o poder de fazer e criar. Depois, vem a parte da comunicação", explicita.

Após recrutar sua equipe, o líder precisa ter a visão do objetivo bem definida e saber comunicar a seu time, de forma adequada, onde deseja chegar e como. "O plano não pode ser engessado, tem que estar aberto para contribuições que auxiliem chegar ao objetivo de maneira inteligente", avalia o coach estrategista.

Principais desafios do líder na atualidade

Dado o cenário cada vez mais dinâmico, o principal desafio dos líderes é manter seu time coeso e focado em seu objetivo. "Outra questão importante é a mudança cultural, que muitas vezes cria obstáculos internos que acabam gerando investimentos de energia e tempo, que podem colocar em risco os resultados desejados. Como superar isso? Através de muita conversa e negociação, e, às vezes, são necessárias algumas mudanças pelo caminho, como a troca de pessoas da equipe", explica Amauri Nóbrega.

Uma boa liderança consiste em levar sua equipe ao objetivo até o final, mas para isso é necessário um nível de inteligência emocional elevado, pois se trata de trabalhar com outras pessoas, com diversas personalidades e desejos pessoais. "Amar trabalhar com pessoas! Se este não for o desejo do líder, é melhor nem começar. Elas logo notarão que existe algo falso e começarão a pular fora do barco", diz Amauri Nóbrega.

O especialista diz, ainda, que o líder deve estar inteirado sobre o que é liderança, pois sem essa imagem clara na mente, não obterá sucesso. "É necessário que o líder desenvolva um plano e construa relacionamentos para criar um alinhamento de pensamentos entre ele e seu time, conseguindo o apoio necessário. Desta forma, com o time avalizando o plano, é hora de ir para a execução", finaliza.

*Jornalista.

terça-feira, 16 de junho de 2015

7 ações para potencializar os negócios em tempos difíceis

por Erik Penna*

Tenho escutado muita gente falando de crise e reclamando dos resultados, mas quando eu pergunto o que elas têm feito de novo e diferente para superar esse momento negativo da economia, muitas vezes fico sem resposta.

Um grande risco é ficar parado esperando a crise passar. É hora de se mexer, de sair da zona de conforto e buscar novos caminhos não trilhados durante os momentos de vaca gorda.

Se seguirmos os mesmos caminhos, colheremos não os mesmos números, mas sim, piores. Em tempos difíceis, é preciso fazer mais, ir além para conseguir um desempenho satisfatório.

Mas o que fazer? Enumero a seguir 7 ações para incrementar seus resultados:

1. Otimismo

Diversas pesquisas apontam que o bom humor e o otimismo são fatores determinantes numa alta performance. Mas será que o otimista vende realmente mais que um pessimista? A resposta é SIM.

Vi recentemente, um case muito interessante de uma grande seguradora. Na contratação dos vendedores fizeram um teste e, assim, puderam dividir o grupo. Após um ano de trabalho, os otimistas venderam 37% a mais e 75% dos pessimistas desistiram do trabalho.

2. Atrair novos clientes

É hora de ampliar possibilidades, ou seja, vender para novos clientes. Mas como atraí-los? Um caminho poderoso é a ferramenta tecnológica chamada "Link Patrocinado", presente nos principais sites de busca. Pagando uma pequena quantia mensal (que você mesmo delimita a região a ser atendida e o valor que deseja investir), quando algum internauta pesquisar o segmento, seu site aparecerá no topo da lista. Saiba que num único dia são feitas aproximadamente 88 bilhões de buscas na internet. Isso significará mais contatos e orçamentos e novas oportunidades para vender mais.
 
3. Aumentando o ticket médio

Há empresários que dizem estar assustados, pois a circulação de clientes na loja reduziu em 20%. Então se entra menos gente na loja, utilize o tempo que sobra para fazer uma venda consultiva, aquela que você primeiro precisa escutar, entender seu cliente para só depois atender. Treine sua equipe para criar uma verdadeira experiência de compra com seu cliente, assim conseguirá vender mais para o mesmo cliente.

4. Diferenciação

Uma pesquisa da Nielsen aponta que, na hora de comprar, o cliente prioriza alguns requisitos em relação ao preço do produto. Um deles é a conveniência. Certa vez, precisei comprar uma peça para o automóvel da minha esposa e liguei para 2 lojas. O vendedor da primeira atendeu de forma regular e limitou-se a responder o preço. Já o segundo profissional foi muito cordial, escutou atentamente minha necessidade, apresentou as possibilidades para resolver meu problema e disse que, por uma pequena quantia a mais, a loja entregaria a peça em minha casa e instalaria no carro da minha esposa. Adivinhe em qual loja eu comprei?

Isso é diferenciação, conveniência para o cliente e qualidade no atendimento que agrega valor e potencializa as vendas.

5. Parcerias com não concorrentes

Que tal dobrar as possibilidades de vendas sem gastar um real? Já pensou em somar os clientes de outra empresa em seu banco de dados? Outro dia um restaurante e uma agência de viagem fizeram uma parceria interessante. O restaurante tinha cinco mil clientes cadastrados e a agência algo em torno disso também. Uma empresa divulgou o seu produto na base de dados da outra e novos clientes apareceram.

6. Promova um evento

Mexa-se! Ficar parado reclamando não aumentará as vendas. Crie uma oportunidade e chame seu cliente! O que acha de fazer um evento e oferecer para ele? Outro dia, minha esposa recebeu um convite de uma concessionária de veículos para um coquetel de lançamento de um automóvel. Lá foram 200 pessoas e, com elas, muitas oportunidades de se fechar um negócio.

7. Esforço extra

Reúna sua equipe, explique o momento atual e motive a todos para fazer um esforço extra. Peça para que cada profissional pense e se comprometa a dar um algo a mais nesse período. Anote no papel e cobre isso na próxima reunião de equipe.

Recentemente, criei uma palestra cheia dessas ações simples, fáceis e baratas, mas que, às vezes, na correria do dia a dia, não identificamos e não praticamos. Fique atento justamente a detalhes como esses, afinal, costumamos tropeçar nas pedras pequenas, pois as grandes vemos de longe.

Para se ter uma ideia da importância de inovar para não sucumbir, em 1973 a Exame/FGV elaborou um ranking com as 500 maiores empresas do Brasil. Atualmente, 77% dessas organizações simplesmente desapareceram conforme aponta um estudo da Fundação Dom Cabral.

Portanto, agora é a hora, inove, seja ainda mais proativo e saiba que, daqui a algum tempo, será muito motivador lembrar que o sacrifício foi momentâneo, mas a vitória ficará para sempre!

*Economista, especialista em vendas, consultor, palestrante e escritor.
 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Opinião

"Nada é mais humano do que erguer barreiras quando nos sentimos atacados. Mas, ao contra-atacar, com mais rejeição e desrespeito, estamos perpetuando um ciclo destrutivo. (...) Todos parecem partir da premissa de que um lado só vence se o outro perder. (...) Os maiores impedimentos para o que queremos na vida não são os outros, por mais intratáveis que sejam, mas nós mesmos."

William Ury, antropólogo social, especialista em negociação, escritor, consultor e palestrante.

terça-feira, 9 de junho de 2015

4 pilares para alcançar uma gestão de excelência

por Erik Penna*

Muito se tem falado sobre a excelência no mundo dos negócios. Mas como engajar toda equipe para conseguir uma alta performance e conquistar a verdadeira excelência nos resultados?
Um bom exemplo a ser seguido é o da maior e melhor empresa de entretenimento do mundo: a Disney. Ela recebeu no ano passado mais de 132 milhões de convidados e, através de uma gestão de excelência, consegue espetaculares níveis de retenção que chegam a 70% nos parques e 90% dos seus clientes da rede hoteleira retornam.
 
É possível destacar 4 importantes pilares na gestão de excelência Disney que, com muito trabalho e boa vontade, podemos aplicar em nosso cotidiano profissional. De propósito, enumero em ordem decrescente abaixo. Veja:

4. Rentabilidade: sim, a gestão de excelência de uma empresa objetiva o lucro, deseja superar as expectativas de clientes, mas também dos shareholders/acionistas com ótimos resultados financeiros no final ciclo contábil.

Mas só conseguem isso se:

3. Clientes externos: quando os clientes estão encantados com um atendimento espetacular e serviços excepcionais, conseguem propiciar uma verdadeira experiência de compra. Ferramentas como a denominada "Múltiplas Formas de Escuta" é vital para manter a empresa sempre oxigenada com pesquisas e opiniões de clientes. E o que dizer então da enorme atenção com tantos detalhes na hora de recepcionar as pessoas, desde a acolhida até a despedida nos parques ou hotéis? Pontos fundamentais numa gestão que surpreende e agrega valor e, por isso, o cliente se sente valorizado, feliz ao se deleitar com os chamados "momentos mágicos", e a consequente e intensa aquisição de produtos e serviços ofertados pela Disney.

Mas isso se concretiza se:

2. Clientes internos: quando os cast member – membros do elenco, como são chamados os funcionários na Disney, estiverem satisfeitos e motivados. É fundamental que os funcionários prestem um serviço de ponta. A qualidade do serviço interno precisa ser excelente, mas para isso acontecer, é fundamental ter profissionais bem treinados, engajados, com orgulho de vestir aquela camisa e que por tudo isso fazem verdadeiramente a diferença. É preciso identificar e reter talentos e, mais do que isso, valorizar o empenho de cada um, afinal: "Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço." (Dave Weinbaum).

Mas tudo isso só é possível se:

1. Liderança: líderes excelentes que inspiram pessoas e transformam resultados.

Tudo começa aqui, na liderança evolutiva, gestores compromissados com a mudança transformacional que guiam através do exemplo. Eles levam o treinamento a sério, motivam pessoas a agir pelo que acreditam e valorizam conseguindo, assim, extrair o máximo dos talentos que compõem a organização. Jim Collins, autor do livro "Empresas Feitas para Vencer", ousa afirmar que o principal ativo das empresas não são as pessoas, são as pessoas CERTAS. São esses líderes que reconhecem e recompensam os funcionários extraordinários que fazem a diferença e, transbordando entusiasmo, cheios de uma atitude amigável e proativa, norteados diariamente pela matriz de prioridades da Disney: Segurança, Cortesia, Show e Eficiência, estão sempre determinados a conseguirem o aplauso exterior, mas também seu mérito e aplauso interior.

Não é por acaso que um dos motes do RH da Disney é "Contratamos atitude, depois treinamos habilidades".

É fundamental, ainda, saber contratar respeitando a cultura organizacional. Só para dar um exemplo, a missão da Disney é proporcionar alegria aos seus clientes, portanto, Bob Iger, CEO da The Walt Disney Company, disse em entrevista à revista Veja que, para trabalhar lá, é preciso, entre outras características, ser otimista, bem humorado e empático.

O sucesso é uma consequência natural e a implementação desses pilares da excelência geram resultados espetaculares e marcas impressionantes. A Disney acaba de ser eleita a marca mais amada do planeta, segundo pesquisa feita pela APCO Worldwide.

Será que é possível aplicar isso em nossa gestão? Eu penso que sim, mas para quem acha que não, o próprio Walt Disney responde: "Eu gosto é do impossível porque lá a concorrência é menor".

*Especialista em vendas, consultor, palestrante e escritor.
 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

"Personal Branding": Invista em sua marca pessoal!

por José Ricardo Noronha*

Você já parou para pensar que tem uma marca pessoal? Todos nós temos! E quais são os atributos que o tornam realmente único no mercado diante de tantos concorrentes? Pois é, em tempos de uso cada vez mais intenso das mídias sociais, é fundamental que você trabalhe bem sua marca pessoal "online" e "off-line".

Se você ainda não ouviu falar em "Personal Branding", neste artigo você terá algumas dicas para construir uma estratégia de marketing pessoal para viabilizar a venda, com sucesso, do seu melhor produto: você mesmo!

O processo passa pelo pleno entendimento das suas grandes competências, talentos e dons (pontos fortes), além das características que o diferencia da multidão. Tudo isso será responsável pela criação da sua marca pessoal, diferenciada, poderosa e única no mercado.

Um primeiro passo que indico a você é identificar os seus pontos fortes e trabalhar com inteligência para maximizá-los. Aliás, no processo de construção da sua marca, é um grande desperdício de tempo focar em seus pontos fracos. Isso porque eles nunca se transformarão nos diferenciais competitivos que tornarão você único no mercado.

O mestre Peter Drucker nos ensinou que "a verdadeira excelência é alcançada somente quando é possível colocar os pontos fortes em ação". E o aclamado guru Jim Collins nos explica que o processo de identificação das nossas principais competências e talentos (pontos fortes) passa pelo pleno entendimento das áreas em que, por mais que nos esforcemos, nunca teremos a chance de sermos os melhores.

Resumidamente: quando identificamos nossos pontos fortes, que permitem nos tornarmos os melhores naquilo que fazemos, o tempo e a energia gastos na identificação e na melhoria das fraquezas são absoluto desperdício.

Como construir sua marca

Se você ainda não conhece e/ou não identificou corretamente seus pontos fortes, peça o feedback mais cândido possível aos seus colegas, líderes e familiares. Pergunte a eles sobre as competências únicas que enxergam em você.

Após identificar esses talentos, conecte-os à sua "marca pessoal". Se você é, por exemplo, um exímio entendedor de técnicas de vendas consultivas em mercados complexos (B2B), as informações a seu respeito nas principais mídias sociais (Linkedin, Facebook, Twitter, etc.) e nos mais importantes serviços de busca (Google, Bing, entre outros) precisam refletir com consistência este atributo. Portanto, faça uma pesquisa aprofundada na Internet para ver se as mensagens conectadas à sua imagem estão de acordo com os seus objetivos de construção da sua "marca pessoal", que deve ser absolutamente única e memorável.

Outros componentes essenciais à construção da sua marca pessoal são: consistência (as mensagens por você transmitidas precisam ser consistentes e aderentes às suas crenças, princípios e valores), autenticidade (seja sempre você mesmo), poder de influência (saiba influenciar de forma positiva a vida das pessoas que conhece e use o seu networking com inteligência – saiba ser sempre interessante, sem ser interesseiro) e visibilidade (torne a sua marca conhecida ao participar de forma ativa de eventos, congressos e blogs dentro da sua respectiva área de atuação).

Aliás, o processo de criação e fomento da sua marca pessoal tem um objetivo ainda maior: cuidar do seu principal ativo, que se chama credibilidade. Portanto, não perca mais tempo. Comece hoje mesmo a investir na principal e mais importante marca do mundo: você mesmo!

*Vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor.
 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Opinião

"Toda crise é brutal, machuca. São imensos os desafios sob o ponto de vista emocional. Você precisa ter muita resiliência, aquele conceito emprestado da Física que mede a capacidade de recuperação de um material após uma deformação. Na crise, depois de cada golpe, é preciso recuperar as suas forças, seus sonhos. É preciso ter vontade de trabalhar, apesar de tudo. (...) Não há alternativa senão se recuperar dos golpes que vai sofrer. É importante contar com a ajuda de outras pessoas, mas o mais importante é ser professor de si mesmo. É dizer a si mesmo que a crise representa uma oportunidade para se fortalecer e estar mais preparado quando vierem tempos melhores."

José Ramón Pin, economista e professor da IESE Business School.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Opinião

"Quando há uma instabilidade no cenário econômico, é normal que a situação mude, e pessoas percam seus empregos. Claro, não é fácil para ninguém, mas é preciso ter em mente que isso é passageiro, e em breve acabará. (...) Mesmo para quem tentar diversas vezes e não conseguir arranjar outro emprego, não se pode desanimar. Fazer cursos, participar de workshops e palestras é essencial para se manter atualizado sobre as tendências mercadológicas, e se manter atrativo para os empregadores. (...) Ao determinar seus pontos fortes e os que ele precisa melhorar, além de aumentar seu rendimento, o candidato se torna um atrativo nos processos de seleção."

Madalena Feliciano, coach e diretora de projetos da Outliers Careers.