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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Cidades sustentáveis

por Marcus Nakagawa*

"Você sabia que pode transformar a sua cidade em mais sustentável?"

Sim, é possível. Existem vários movimentos para tornar as cidades mais inclusivas, amigáveis, agradáveis, transitáveis, menos impactantes ao meio ambiente, com menos lixo na rua, enfim, um sonho que muitos desejam.

Interessante que, todas as vezes que trocamos ou viajamos para outras cidades, seja no Brasil ou fora dele, conseguimos enxergar coisas boas que não conseguimos ver no nosso dia a dia. Dizem que a grama do vizinho é sempre mais verde, talvez porque cada dia mais estamos vendo o que está do lado de lá, do que do lado de cá. Mais as fotos dos outros nas mídias sociais do que dentro da sua casa.

Na reunião do nosso "condomínio" chamado planeta Terra, em setembro de 2015, os 193 países membros das Organizações das Nações Unidas (ONU) adotaram formalmente os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) com 169 metas para 2030, sendo um destes objetivos referente a Cidades e Comunidades Sustentáveis. Segundo a ONU, seria tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, resilientes e sustentáveis.

Mas o que seriam estas cidades sustentáveis? Uma parceria da ARCADIS com o Centre for Economic and Business Research (Cebr) lançou em setembro a versão 2016 do Índice de cidades sustentáveis. Por meio de 32 indicadores, os pesquisadores elencaram as 100 cidades globais nas três dimensões da sustentabilidade: planeta, pessoas e prosperidade financeira.

A cidade da Suíça, Zurich, ficou no topo da lista com ações bem avançadas como a meta de ter dois mil watts de energia per capita, com investimentos em energias renováveis, prédios com certificações de sustentabilidade, além da mobilidade ser um exemplo para o resto do mundo com todos os tipos de transportes públicos. No topo das 15 mais sustentáveis, estão 13 cidades do velho continente, a Europa.

As cidades asiáticas Singapura (2ª do ranking) e Hong Kong (16ª) se destacam principalmente pelos índices de prosperidade financeira. São Paulo aparece em 79º, seguido de Buenos Aires e o Rio de Janeiro como 81º com bons índices ligados ao planeta.

Se pegarmos somente um destes indicadores, como os resíduos, existe um movimento que é o Zero Waste, que busca com que as pessoas, empresas e cidades não enviem nenhum lixo para aterro, que aproveitem o máximo reciclando ou ainda fazendo compostagem.

No Brasil, o movimento Lixo Zero é referência pela mobilização e engajamento de alguns grupos empresariais e cidades. Existe uma lista com todas as Zero Waste Municipalities que estão no plano de zerar os seus resíduos, e um bom exemplo é a cidade de Venlo no sul da Holanda. Desde 2006 tem adotado estes princípios de técnicas do “berço ao berço”, ou seja, reutilizar tudo o que é gerado.

Precisamos ficar atentos não só à grama do vizinho, mas como ele deixa a grama verde. Buscar soluções com nossos governantes, e às vezes não só ficar esperando, se juntar aos vizinhos, às ONGs, associações comunitárias e colocar a mão na massa, ou melhor, na Terra.

*Sócio-diretor da iSetor, professor da graduação e MBA da ESPM, idealizador e diretor da Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade e palestrante sobre sustentabilidade, empreendedorismo e estilo de vida.
 

sábado, 28 de novembro de 2015

O desastre de Mariana

por Célio Pezza*

O rompimento da barragem em Mariana (MG), no começo do mês de novembro, já é considerado um dos maiores desastres ecológicos do mundo, com consequências terríveis para toda a região por muitas dezenas de anos. De acordo com o Relatório Anual de Sustentabilidade, a produção da mineradora gerou, no ano passado, perto de 22 milhões de toneladas de rejeitos e o seu lucro no mesmo período foi de R$ 2,8 bilhões.

O rio Doce morreu e o solo de toda região está contaminado por uma série de metais pesados, alguns cancerígenos e de vida extremamente longa na natureza. A lama mortal atravessou milhares de quilômetros e atingiu o litoral, destruindo também a vida marinha. Este episódio mostra o quanto a União e os estados brasileiros estão subordinados aos interesses das mineradoras, sob o discurso de manter um superávit primário.

Além da degradação ambiental, existem casos de evasão de divisas, sonegação de impostos, falta de controle sobre o que foi realmente extraído e comercializado no mercado internacional, e outros crimes. Apesar de tudo, o setor recebe incentivos fiscais para novos empreendimentos. No caso desse desastre, a Samarco Mineração pertence a Vale (50%) e à inglesa-australiana BHP (50%), duas das maiores empresas de mineração do mundo.

Foto: Defesa Civil / MG / Divulgação
De acordo com relatórios da Samarco, em 2014 faturaram perto de R$ 7,6 bilhões e investiram em meio ambiente cerca de R$ 80 milhões, ou seja, perto de 1% do faturamento. A mineradora também aparece como uma grande financiadora de campanhas políticas de 2014, contribuindo com perto de R$ 48 milhões para diversos partidos. Poucos dias depois da tragédia, a presidente Dilma assina o decreto 8.572, de 13 de novembro de 2015, onde passa a "considerar como natural o desastre decorrente do rompimento ou colapso de barragens, que ocasione movimento de massa, com danos a unidades residenciais", para que os atingidos possam sacar recursos do FGTS.

A subprocuradora Sandra Cureau, que atua na área de Meio Ambiente da Procuradoria-Geral da República, criticou o decreto, pois isso pode ser usado pela Samarco, alegando que, se foi causa natural, não é de responsabilidade de ninguém. Ela ressaltou que a liberação do FGTS já desvirtua o objetivo do fundo, que não poderia ser utilizado para reparar danos que são de responsabilidade da mineradora. É no mínimo um decreto infeliz, ainda que a intenção tenha sido boa.

Ainda de acordo com a subprocuradora, "a presidente não pode editar um decreto dizendo que um quadrado é redondo, que uma laranja é azul. Esse desastre não é natural".

*Escritor.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Pesquisadores registram presença de animais ameaçados de extinção na região da Lapa, no Paraná

com informações do Instituto Positivo

Cerca de 600 vídeos de vários animais, principalmente mamíferos de médio e grande porte, foram registrados na Reserva Mata do Uru, localizada na Lapa, no Paraná, apenas durante o primeiro semestre deste ano. As pesquisas são realizadas desde 2013 e monitoram animais que vivem no local por meio de verificação de imagens capturadas em "armadilhas fotográficas" instaladas em toda área da reserva. Com cerca de 128 hectares na região da Lapa (PR), a Mata do Uru é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) que, ao lado dos quase 300 hectares do Parque Estadual do Monge, forma uma relevante área preservada de Floresta Araucária.

Puma ou onça-parda, gato-do-mato-pequeno, jaguatirica, gato-mourisco, família de veado-catingueiro, tatu-de-rabo-mole-grande, tatu-galinha, tatu-mulita, cutia, irara, paca, bugio-ruivo, gambá e lebre são alguns dos animais que habitam o local e que foram registrados durante a pesquisa. Aves e pequenos roedores também fazem parte da fauna da Mata do Uru.
 
Foto: Instituto Positivo / Divulgação
Segundo a bióloga Dayane May, pesquisadora e professora do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Positivo, quatro espécies estão na lista de ameaçadas de extinção do Paraná, três na categoria vulnerável: bugio-ruivo, jaguatirica e onça-parda. Já a paca encontra-se na categoria de perigo. Além disso, quatro animais aparecem na lista nacional de espécies ameaçadas na categoria vulnerável: onça-parda, jaguatirica, gato-do-mato-pequeno e bugio-ruivo.

A pesquisadora explica que, das quatro espécies de felinos registradas na Reserva Mata do Uru - onça-parda, jaguatirica, gato-mourisco e gato-do-mato-pequeno -, três são consideradas vulneráveis para o Paraná. "Isso indica o potencial da área em abrigar e permitir a manutenção das populações de indivíduos que demandam áreas de vida amplas e em bom estado de conservação", revela Dayane.

Também foram observados felinos noturnos circulando durante o período diurno e animais de hábito solitário circulando em grupo. "Estas situações são menos comuns de encontrar, no que se pode concluir que a Reserva propicia condições para estes acontecimentos", finaliza.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Educação ambiental na escola

por Silvia Mattar*

A educação ambiental na escola, envolvendo todo o quadro de professores, funcionários e alunos, vem como um processo de reconhecimento de valores e esclarecimento de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio e aos princípios sociais e ambientais da coletividade.

Diante da problemática ambiental amplamente discutida, a escola aparece como um espaço onde o aluno dá sequência ao processo de formação de valores e socialização. O que nela é feito, dito e valorizado representa um exemplo daquilo que a sociedade deseja e aprova. Comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos na prática, no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis.

A educação ambiental torna-se mais urgente uma vez que, quando aplicada da forma correta, representa uma importante ferramenta transformadora da sociedade, catalisando a formação de novos valores e impulsionando o conhecimento do ser humano para várias direções - inclusive a percepção ambiente ao seu redor. Integrar programas de educação ambiental na escola possibilita a aproximação do ambiente natural ao aluno, fazendo com que este perceba que faz parte do ambiente e que deve cumprir um papel na proteção do meio em que vive.

Trabalhar a educação ambiental na escola como forma de programas paralelos envolve a construção de atitudes e competências com toda a comunidade escolar que, baseada no Seminário de Belgrado (1975), estruturam-se em: consciência, conhecimento, atitudes, aptidões, capacidade de avaliação e de ação autocrítica no mundo. Torna-se possível, diante dessa perspectiva, dentro da comunidade escolar, aplicar ações que abrandem as necessidades locais com intervenções no dia a dia.
 
Ao implementar um programa de educação ambiental, facilita-se aos alunos e aos professores a compreensão fundamental dos problemas existentes, da presença humana no ambiente, da sua responsabilidade e do seu papel crítico como cidadão. Desenvolvem-se, assim, as competências e valores que conduzirão a repensar e a avaliar de outra maneira as suas atitudes diárias e as suas consequências no meio em que vivem. Esse processo permitirá aos alunos e professores não só a atualização de seus conhecimentos na área ambiental, mas também conhecer e levantar os problemas ambientais ao seu redor.

Os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e contextualizados com a realidade circundante auxiliarão o aluno a perceber a relação entre os fatos e a ter uma visão holística. A Educação Ambiental procura manter o respeito pelos diferentes ecossistemas e culturas humanas da Terra. O dever de reconhecer as similaridades globais, enquanto se interagem efetivamente com as especificidades locais é resumido no seguinte lema, segundo a Unesco (1999): pensar globalmente, agir localmente.

*Bióloga, gestora escolar e mestre em Gestão Ambiental.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Opinião

"O desmatamento está próximo de atingir seu ponto crítico. Defendo a ideia de que se faça um reflorestamento intensivo em várias regiões da Amazônia, para construir uma margem de segurança."

Thomas Lovejoy, biólogo e professor da Universidade George Mason.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Opinião

"Não há um cenário apocalíptico no horizonte, com falta de água expulsando as pessoas de grandes cidades ou escassez de comida, mas é certo que haverá outros anos de seca. Talvez dois ou três, em sequência. Até mais. (...) O que está em curso é uma tropicalização das regiões consideradas subtropicais."

Carlos Nobre, climatologista e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

quinta-feira, 12 de março de 2015

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros seleciona brigadistas

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) está com inscrições abertas 
para contratação de brigadistas, que deverão atuar na prevenção e combate a incêndios
florestais no período de 1º de junho a 31 de outubro. Os interessados podem se
inscrever na portaria do Parque, Vila de São Jorge, município de Alto Paraíso (GO).
Mais informações em: http://www.icmbio.gov.br/.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Bicho-preguiça é resgatado em rodovia de São Paulo

Foto: PRF / Divulgação
(com informações do G1)

Um caminhoneiro avistou o animal tentando atravessar a rodovia Régis Bittencourt, no Vale da Ribeira, interior de São Paulo.

Para evitar um atropelamento, o motorista 'deu uma carona' para o bicho-preguiça e o deixou no posto da Polícia Rodoviária Federal.

O animal vai ser analisado por veterinários e será solto em seu habitat.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros

Mais informações em http://feiradesementesemudas.blogspot.com.br/.

Opinião

"O Brasil desperdiça muita água tratada. Nossa perda média é de 37%. Se o país fosse uma padaria, significaria que, de cada dez pãezinhos assados, estaria jogando 3,7 fora. É muita coisa, ainda mais para uma mercadoria tão vital. (...) A reciclagem da água será uma realidade. Há no mundo um nível de tratamento tal que, ao fim dele, é possível beber a água que saiu da estação de tratamento de esgoto. Parece repugnante, mas é usual em Israel, por exemplo. (...) Temos de romper aquele paradigma da Antiguidade, quando os povos poluíam rios e iam buscar água cada vez mais longe. Não é viável."

Gesner Oliveira, economista.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Opinião

"Eu acho que devemos ser drásticos agora, ou seja, não deve desmatar mais. Mas, também, devemos orientar para mostrar como é que se vai manter a mata. (...) Há um engano de que é a caça que destrói a biodiversidade. Não é. É a destruição do meio ambiente. Quando você corta uma mata, você elimina uma porção de espécies."

Ângelo Machado, médico, ambientalista e escritor.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Dia da Terra

O Dia da Terra foi criado pela ONU em 2009 para promover a harmonia entre a sociedade
e o meio ambiente. (Foto: NASA / Divulgação)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Benefícios fiscais trarão mais verde e qualidade de vida para as cidades brasileiras

por Renan Guimarães*
 
O Brasil tem vivido intensas ondas de calor. A sensação térmica chegou a 40ºC em vários municípios. No Rio de Janeiro, ultrapassou os 46ºC. Janeiro de 2014 foi o mais quente já registrado pelo Inmet na capital paulista, desde o início das medições realizadas no Mirante de Santana, em 1943. Curitiba tem recorde de alta temperatura, e Porto Alegre chegou a estar entre as cidades mais quentes do mundo, entre outros exemplos.

As pessoas sofrem com a baixa umidade do ar. A justificativa pode estar nas mudanças climáticas ou em algum processo natural com o qual não estamos acostumados, mas nada muda o fato do que intensifica esse calor: a ausência de verde nos centros urbanos cobertos de asfalto e concreto.

Telhados verdes e jardins verticais, por exemplo, melhoram o conforto térmico de qualquer ambiente. Espalhados pelas cidades, envolvendo edifícios em grandes avenidas, casas e lojas, trariam benefícios incontáveis, principalmente no verão. Casas e prédios usariam menos o ar condicionado, e as pessoas não enfrentariam tantos problemas respiratórios. Problemas com enchentes seriam atenuados, já que a água da chuva pode ser captada pelos ecotelhados. Sistemas com reservas de água e que reutilizem a água pluvial e de esgoto seriam os mais adequados em regiões secas e castigadas por altas temperaturas.

A necessidade de mais infraestrutura verde urbana é pauta em muitas cidades brasileiras. Já existe o reconhecimento de que precisamos modificar a forma com que estruturamos as nossas cidades e que é fundamental trazer a natureza de volta. Discute-se, inclusive, formas de beneficiar àqueles que adotarem práticas de infraestrutura verde, como telhados e paredes verdes, uso de energias renováveis, arborização, agricultura e apicultura urbana, tratamento e reaproveitamento de águas pluviais e até mesmo cloacais. No entanto, cada cidade tem sua própria normatização a respeito.

Goiânia e Guarulhos têm normas semelhantes que concedem descontos sobre o IPTU dos imóveis daqueles que dotarem seus empreendimentos com técnicas de infraestrutura verde. Por elas, o desconto pode ser de até 20% da alíquota pelo período de cinco exercícios consecutivos, havendo a fiscalização periódica do município para verificar o cumprimento das medidas.


São Bernardo do Campo também tem o seu IPTU Verde, beneficiando as áreas de cobertura vegetal dos imóveis. Outras cidades brasileiras já adotaram o IPTU Verde promovendo técnicas de infraestrutura verde, como São Vicente/SP, ou o colocam entre seus projetos. São Carlos reduz em até 2% o IPTU dos imóveis que tiverem áreas permeáveis vegetadas no seu perímetro, podendo, assim, os telhados verdes serem utilizados para esse fim.

Porto Alegre ainda não possui IPTU Verde, mas existe a possibilidade de substituir com telhado verde parte da área do imóvel que deveria ser livre de edificações, podendo construir mais no terreno. O município do Rio de Janeiro criou o selo Qualiverde que beneficia tais técnicas e quem adquire tem preferência nos processos de licenciamento da obra. Quanto a benefícios fiscais, já foram encaminhados projetos normativos para que os que possuírem o selo possam ser contemplados com benefícios fiscais.

João Pessoa possui lei que, inclusive, obriga à instalação de telhados verdes em determinadas construções, e nela ainda está prevista a criação de incentivos fiscais para esse fim. São Paulo, Curitiba e muitas outras cidades têm projetos semelhantes, apesar de suas imperfeições.

Verifica-se em todo o Brasil o encaminhamento de muitos projetos para serem aprovados que colocam os incentivos como o principal caminho para promover a natureza nos ambientes urbanos. A tendência, assim, é o aumento gradual do número de municípios que oferecem descontos das alíquotas do imposto aos que adotarem as tecnologias de infraestrutura verde nas suas edificações.

Certamente, essas iniciativas trarão mais verde para os centros urbanos e nos ajudarão a enfrentar os próximos períodos de verão com mais qualidade de vida. Afinal, não bastam medidas para combater as mudanças climáticas, precisamos de mais conforto para convivermos com elas.
 
*Especialista em direito ambiental e secretário-executivo da Associação Tecnologia Verde Brasil.