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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Reta final: os dilemas dos jovens às portas do vestibular

por Maurício Sampaio*

O segundo semestre começou. É hora de milhões de jovens definirem a escolha profissional. E tomar essa decisão de forma clara, sem hesitação, é o primeiro passo para o sucesso.

Pesquisas mostram que alunos que sabem ou ao menos estão mais tranquilos com a escolha profissional obtêm melhores resultados nos vestibulares. Isso acontece porque eles se sentem mais seguros e motivados e podem focar as atenções exclusivamente nos exames.

E é isso mesmo. Quando sabemos o que realmente queremos, parece que nosso cérebro e corpo jogam a nosso favor.

Qual rumo profissional devo tomar? Qual a profissão devo escolher? O que vou cursar na universidade? Será que vou ganhar dinheiro? Certamente estas perguntas rondam a cabeça de um jovem às vésperas de concluir o ensino médio.

Escolher uma profissão, nos dia de hoje, não é uma missão tão simples. Tradicionais profissões dão espaço a novas opções e a novos caminhos. A chegada em massa da tecnologia não só transformou processos como criou eficazes canais de oportunidades.

Foto: Universidade Federal do Tocantins / Divulgação
Surge a cada dia, como num toque de mágica, uma variada gama de cursos: superiores, especializações, MBAs e outros. Cresce de forma vertiginosa o número de instituições de ensino. Aliás, nunca ficou tão fácil frequentar uma universidade. Bastam alguns cliques na internet e pronto! É só baixar o diploma no e-mail.

Ganhar dinheiro x fazer o que gosta

Outros complicadores também aparecem na hora da grande decisão e causam desconforto. Um deles é escolher entre o sucesso e a fama ou o prazer e a satisfação pessoal, o resultado financeiro ou a paixão pelo ofício. Aliás, gostaria de fazer um aparte a este tema "dinheiro". Tenho atendido em meu escritório de orientação profissional muitos jovens que estão fazendo a escolha com base no resultado financeiro. Um grande erro!

Grana não passa de uma atividade meio, ou seja, ela virá desde que você se esforce em concretizar seus objetivos, cumpra suas metas, seja insistente, perseverante no seu sonho e crie um diferencial para o seu negócio ou para você mesmo! Uma espécie de DNA profissional. Não cabule a aula de biologia, vai fazer falta!

Influência dos pais

Pior ainda é lidar com a frustração de pais que projetam em seus filhos aquilo que queriam ser ou mesmo os induzem a dar sequência em suas atividades ou aos seus negócios. Em alguns casos, isto se torna natural e sadio: numa família de médicos, os filhos se tornam grandes médicos no futuro.

Mas cabe aqui colocar minha experiência e opinião pessoal. Falo especialmente para aqueles que forem fazer o mesmo que eu fiz, no que diz respeito à sucessão familiar, à tomar conta do negócio da família. Alguns alunos fazem esta opção não por vontade própria, mas sim como um caminho de fuga e comodismo.

Pois saibam que precisarão se dedicar muito, pois as cobranças virão em dobro. Além disso, você tem de se tornar mestre em administrar relacionamentos, pois estamos falando de convívio familiar.

Comece a desenhar seu projeto de vida

Aqui vai mais uma dica: tão ou mais importante que escolher uma profissão, um curso superior, uma faculdade ou uma universidade é saber preparar um plano de vida, uma espécie de plano de voo. Analise suas possibilidades de forma holística. Você não deve achar que cursar Farmácia lhe dará somente o direito de ser farmacêutico ou Psicologia lhe possibilitará apenas montar mais uma clínica. Tenha em mente que sua escolha lhe abrirá um mar de oportunidades de mercado jamais pensadas.

Seja diferente, faça diferente, inove! Para isso, o importante é gastar mais tempo olhando para o seu interior. Descubra seus talentos, suas habilidades, sua vocação, seus traços de personalidade. Seja criativo e observador, analisando cada mudança em sua volta. Só então você será capaz de escolher o rumo certo de uma feliz e apaixonante profissão.

*Educador, orientador vocacional e profissional, palestrante, escritor, coach e fundador do InstitutoMS.
 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Opinion

"Video games teach critical thinking, problem solving skills, and perseverance while building metacognitive skills. Game-based learning can provide systematic, data driven teaching in a way that forces creative problem solving rather than rote memorization. And video games can do that in a way that is replicable, scalable, and increasingly affordable enough that we can distribute it globally and equitably. (...) Games are not just about entertainment and distraction anymore. We need to approach them as a particular kind of persuasion - a particular kind of rhetoric. A particular way of looking at the world. A different way of thinking."

Jordan Shapiro, professor at Temple University's Intellectual Heritage Department. Expert on game-based education and digital learning.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Inteligência emocional: a reafirmação de valores no ambiente de trabalho

por Jaqueline Corrêa*

Você conhece ou utiliza a sua inteligência emocional? Aliás, o que é inteligência emocional? Quando buscamos informações sobre esse assunto, acabamos nos deparando com artigos escritos por profissionais de recursos humanos ou recrutamento e seleção, mas é muito importante sabermos que a inteligência emocional não é analisada somente nas avaliações de desempenho ou nas entrevistas de emprego. Muito pelo contrário, essas situações são somente a porta de entrada para que o outro possa conhecer a nossa personalidade. A partir daí, é nosso trabalho nos conhecermos e desenvolvermos a nossa inteligência emocional.

As entrevistas pelas quais passamos, ultimamente, estão mais interessadas em nos conhecer como seres humanos do que como colaboradores, o que faz muito sentido, pois nossas qualificações e experiências podem ser descritas em um currículo ou medidas por provas e avaliações, enquanto nosso comportamento... Bem, esse só pode ser conhecido por conversas e observações.

Antigamente, acreditava-se que uma pessoa de raciocínio lógico matemático era inteligente, enquanto outra, que tivesse mais dificuldade, possuía uma baixa inteligência. Com o passar do tempo, alguns estudos e muita observação, percebeu-se que aquelas pessoas que sentavam-se na frente da sala de aula e não conversavam com ninguém para poderem prestar atenção somente na matéria, acabavam não conseguindo se relacionar com sucesso, tanto em sua vida pessoal quanto na vida profissional.
 

No livro Inteligência Emocional, o autor Daniel Goleman retoma essa discussão a respeito da inteligência e destaca a importância de outra inteligência que não podia ser medida por tempo de respostas, lógica ou cálculos, mas sim por meio do comportamento e da forma de se relacionar com outras pessoas. Agora, a inteligência emocional passou a ser valorizada.

A inteligência emocional é a capacidade de conhecer o ambiente em que você trabalha ou convive, os indivíduos que estão nesse ambiente e, principalmente, nós mesmos. Isso porque se não formos capazes de conhecermos as nossas dificuldades, nossos traumas e nossos vícios, será impossível criar uma ponte no relacionamento entre o eu e o outro. É preciso que os dois lados sejam identificados para saber de que maneira essa ponte deverá ser construída.

Precisamos estar dispostos a conhecer e compreender o comportamento de todos, pois o comportamento muda de pessoa para pessoa. Alguns são mais extrovertidos, outros nem tanto, mas não é isso que definirá se seremos bons profissionais. Uma pessoa aparentemente tímida pode ter muito sucesso se ela souber como e quando se impor. E é aí que entra a inteligência emocional, em observar, avaliar e saber como se comportar em diferentes situações. 

Um exemplo muito comum no Brasil pode ser observado no jeito como o brasileiro acredita que falar difícil é ser inteligente. Porém, não é nada inteligente fazer um discurso rebuscado para um grupo de adolescentes em uma comunidade carente. Inteligente seria comunicar-se de acordo com o que o grupo está acostumado e de maneira assertiva. Já está na hora de mudarmos o discurso para "sou responsável pelo que eu falo e também pelo que você entende". Por isso precisamos conhecer e estudar as pessoas com quem vamos nos comunicar. Sem saber o que vamos encontrar, estamos fadados à surpresa e ao insucesso. 

Essa habilidade de distinguir as características de cada um não é necessariamente inerente a todos nós. Muito da nossa inteligência emocional é definido na nossa criação e nos ambientes em que nós nos desenvolvemos. Se uma criança cresce em um ambiente em que não há diálogo e a comunicação é feita aos berros, dificilmente ela irá parar para compreender o outro e prestar atenção em seu ponto de vista. Possivelmente, suas conversas e tomadas de decisões serão feitas na base dos berros também. Mas isso não significa que ela não possa desenvolver essa habilidade. Nós aprendemos teorias, conteúdos, práticas, técnicas e também aprendemos a aprender. Por que não estudar, desenvolver e adquirir habilidades comportamentais?

Algumas empresas desenvolvem treinamentos internos justamente para desenvolver essas habilidades comportamentais, principalmente em cargos de liderança, pois em muitas vezes essa é a base para transformar um chefe - que somente possui um cargo superior e dita regras e prazos - em um líder - que motiva e inspira os demais colaboradores. Um líder que conhece a si mesmo e aos seus colaboradores é capaz de inspirar o que ele busca em si mesmo, fazendo com que ambos trabalhem em equilíbrio no desenvolvimento de seus valores.

A SOU Educação Corporativa, empresa de serviços voltada ao desenvolvimento de pessoas, proporciona uma reunião com toda a empresa onde a cada mês é reforçado um de seus valores: o REQIS - sigla que representa as iniciais de cada valor e, carinhosamente, o apelido do mascote - que reafirma os valores que a empresa preza e busca desenvolver em cada funcionário. Valores necessários para que cada um fosse aceito entre o grupo de colaboradores.

Esses valores são: Responsabilidade, Excelência no atendimento, Qualidade, Inovação e Simplicidade. A SOU trabalha as competências que exemplificam as características fundamentais na personalidade e no comportamento de cada um. Sabendo que cada parte de sua empresa pensa da mesma maneira, ela garante o desenvolvimento da inteligência emocional de seus funcionários, o que contribui para a melhoria do clima organizacional. Com isso, todos sentem que são uma parte fundamental de um todo e não somente mais um número contratado.

Para que a inteligência emocional trabalhe a favor da empresa e dos colaboradores, é importante que todos estejam olhando na mesma direção. Isso não significa que a meta da empresa deva ser a meta do indivíduo, mas sim que os seus valores sejam compartilhados, pois uma vez que ele possui os mesmos valores que a organização, o crescimento de ambos se dará de maneira colaborativa.

*Graduada em Letras e designer educacional da SOU Educação Corporativa.

domingo, 6 de abril de 2014

Opinião

"A percepção dos gestores e das lideranças é de que a educação corporativa aumenta a retenção e o comprometimento das pessoas com a organização. Elas valorizam mais o trabalho e isso ainda é motivo de atração, pois os profissionais tendem a buscar empresas que dão mais oportunidades."

Marisa Eboli, especialista em educação corporativa.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Opinião

"O ensino da programação hoje está para o ensino do Inglês 20 anos atrás quando ninguém achava que era tão importante aprender Inglês, no entanto, as pessoas irão descobrir dentro de alguns anos que aprender a programar é até mais importante que aprender Inglês."

Marco Giroto, empresário e proprietário da SuperGeeks.

Crianças em SP aprendem a criar robôs e games

SuperGeeks, a primeira escola de programação e robótica do Brasil, começa sua primeira turma em abril.
Mais informações em http://SuperGeeks.com.br (Foto: Divulgação / SuperGeeks)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Do que o e-learning é capaz?

por Felipe Cabral*

Há algum tempo tive a oportunidade de ler Além do e-Learning, um livro do Ph.D Marc Rosenberg. Sinceramente? Desde o início da minha carreira na área, já vi muitos profissionais que são "vendidos" como os "gurus" do e-learning (coisa de americano, não é mesmo?). Alguns deles, inclusive, acompanhei em congressos por mais de uma vez e não vi nada demais naquilo que diziam, muitos, inclusive, falavam a mesma coisa por diversas vezes, apenas mudando a metáfora de sua palestra.

Porém, conhecendo Rosenberg, percebi uma riqueza e clareza muito grande naquilo que ele pensava em meados de 2008, na época em que o livro foi lançado. Um dos temas explorado por ele me inspirou a trazer uma provocação: "Do que o e-learning é capaz?". Essa é uma pergunta que pode trazer as mais variadas respostas e interpretações, daí a riqueza da discussão que quero propor. Pois bem, para nos ajudar a refletir sobre esse assunto, a seguir, trarei um pouco do que Rosenberg diz e também trouxe o meu posicionamento sobre o tema.


Rosenberg defende o e-learning como uma ferramenta que vai muito além de uma forma de capacitar os colaboradores de uma organização. Trata-se de uma solução com potencial de interferir diretamente na estratégia da companhia. Ele conta que, geralmente, uma organização passa por três fases ao implantar o e-learning em seu negócio. São elas:

Precisamos ter e-learning - No primeiro momento as organizações simplesmente se convencem da necessidade de ter cursos online para oferecer para os seus funcionários e ponto final. Nessa fase, o e-learning se resume a isso. Em minha opinião, essa é uma etapa onde podem ocorrer muitos erros, pois, na sede de construir um amplo repositório de cursos online, as empresas podem acabar comprando "gato por lebre" e colocando a disposição de seus funcionários cursos que, não necessariamente, contribuirão para a visão estratégica que a organização deseja alcançar.

Devemos ter sucesso no e-learning - Após passar pela primeira fase, as organizações passam a perceber a necessidade de avaliar se os cursos online oferecidos aos seus funcionários realmente estão atingindo o sucesso esperado. É nesse momento que o indicador quantidade sai de cena, sendo substituído pelo indicador qualidade. Nessa fase as empresas passam a fazer um verdadeiro trabalho de investigação e experimentação, com o intuito de avaliar as melhores estratégias de cursos e programas de capacitação oferecidos via digital. Acredito que essa é uma fase muito rica, é a hora que as empresas realmente começam a se dar conta do valor agregado que o e-learning pode trazer ao seu negócio, porém, nesse momento, na maioria das vezes, as organizações ainda não se deram conta que o sucesso do e-learning representa muito mais do que um curso perfeitamente pedagógico, motivacional, interativo e desafiador. O e-learning transcende essas fronteiras!

Devemos suportar o ensino no trabalho e a performance ao longo da organização - A terceira fase descrita por Marc Rosenberg representa o amadurecimento que todos nós, entusiastas do e-learning, esperamos que as organizações que trabalhamos - ou até mesmo atendemos no papel de fornecedor - alcance. É nessa etapa que as companhias se dão conta que o e-learning é muito mais do que uma ferramenta que disponibiliza objetos de aprendizagem online. Nesse momento, começa a "cair a ficha" de que as soluções de e-learning devem ser mais abrangentes, possibilitando e incentivando o compartilhamento de conhecimento, a colaboração e a melhoria contínua, tudo isso focado na visão estratégica da organização. Na minha modesta opinião, isso apenas comprova que o e-learning será muito mais eficaz se fizer parte de um projeto bem fundamentado de Gestão Estratégica do Conhecimento, onde, o principio básico é que todos na organização, principalmente o dono, acredite que o conhecimento é o seu principal insumo de transformação para alcançar a visão estratégica da sua organização.

Podemos perceber que na maioria esmagadora das vezes, nós do mercado de e-learning (digo "nós" por que me incluo totalmente nessa), despejamos todas as nossas energias tentando descobrir as melhores tecnologias de aprendizagem, uma nova ferramenta de autoria, uma maneira diferente de produzir um curso, ou um game interativo e acabamos deixando de lado a visão do todo, ou seja, a contribuição estratégica de que aquilo que estamos produzindo trará de retorno para as organizações.

É importante deixar claro que esta é uma visão minha, totalmente favorável ao que Marc Rosenberg coloca no seu livro sobre a capacidade do e-learning atuar de maneira estratégica na organização, o que não impede você que está lendo de continuar achando que o e-learning deve ser utilizado exclusivamente como ferramenta de disponibilização de cursos e conteúdos online. Pensando nesse panorama, a SOU procura trabalhar com o e-learning o oferecendo de maneira estratégica às organizações. Muitas vezes, nos deparamos com clientes que desejam converter toda a sua grade de cursos para um ambiente e-learning, mas apesar da comercialização de cursos online ser uma das principais frentes de trabalho da empresa, jamais recomendamos essa prática, pois acreditamos no e-learning como parte de uma estratégia mais ampla de educação corporativa, assim como traz Marc Rosenberg, em suas citações. E para você, do que o e-learning é capaz?

*Bacharel em tecnologia em processamento de dados, especialista em gestão estratégia do conhecimento e da inovação e coordenador de projetos da SOU Educação Corporativa.

SITE: www.sou.com.br

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Opinion

"For me, the purpose of education is to develop an individual and not just make him / her industry-ready."

Amrit Dhir, BA in International Studies and MA in Media Culture.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Educação corporativa: como os adultos aprendem?

por Luciana de Almeida Cunha*

De acordo com o dicionário, "significativo" é o que tem significação ou sentido; é o que serve para significar, exprimir e manifestar claramente. Pense naquele artigo da faculdade, naquele livro da pós-graduação, naquele documento do trabalho. O que você está aprendendo agora é significativo para você? Você consegue exprimir claramente o que está aprendendo? Caso a resposta seja "sim", acredito que você esteja feliz por aprender, mas caso a sua resposta seja "não", ouso dizer que temos um desafio pela frente.

 
No meio corporativo, a busca por novos produtos, mercados e serviços, o crescimento das exigências ambientais e de segurança, bem como a disputa constante, rápida e voraz perante a concorrência, são algumas das evidências da necessidade de investir na formação de seus colaboradores. Com isso, as empresas precisam criar estratégias para obter sucesso em suas atividades, através da organização de projetos que garantam a adequação dos conhecimentos já existentes com os que ainda precisam ser desenvolvidos e, posteriormente, compartilhados com grupos ou com toda a empresa. Nesse sentido, a educação a distância, potencializada pelo incremento das tecnologias da informação e da comunicação, tem permeado esse campo com níveis cada vez mais crescentes de atuação.

Na SOU, empresa de serviços voltada ao desenvolvimento de pessoas, temos o objetivo de identificar as melhores estratégias didáticas para cada ação de formação dos nossos clientes, mas para isso, precisamos buscar uma base teórica adequada. Descobrimos, então, que para os nossos clientes, o mais importante é que a aprendizagem tenha significado e sentido. Por isso, fomos buscar referências nos estudos de David Ausubel, psicólogo de origem norte-americana, representante do cognitivismo.

Ausubel, em sua teoria da aprendizagem significativa, defende que a aprendizagem ocorre a partir de um armazenamento organizado de informações na mente, sendo que um dos fatores que mais influenciam é o que a pessoa já sabe, ou seja, os conhecimentos prévios, considerados pontos de ancoragem para novas ideias e conceitos. Vale enfatizar que, para o autor, a cognição não se restringe apenas à influência dos conceitos já aprendidos, pois abrange também as modificações feitas pelo novo material. Portanto, para Ausubel, a aprendizagem acontece a partir de um processo de interação entre os conhecimentos prévios e o novo conteúdo.

Sabendo disso, vamos retornar àquela pergunta lá do início: o que você está aprendendo agora é significativo para você? Se você respondeu "não", significa que você não está aprendendo? Tem como aprender mesmo que o conteúdo não tenha um significado para você? Sim, tem como aprender, mas vai ser doloroso e, no final das contas, não vai ter muita importância.

O contrário da aprendizagem significativa é a aprendizagem mecânica ou repetitiva. Essa aprendizagem é resultado de um processo que não apresenta relação com os conhecimentos prévios, não possui um ponto de ancoragem. Nesse caso, são necessárias associações aleatórias na estrutura cognitiva, fazendo com que o conteúdo seja armazenado de forma isolada.

Uma das evidências mais claras da relação entre a educação corporativa e a teoria da aprendizagem significativa é o público-alvo, formado basicamente por adultos. Quando pensamos nesse contexto, percebemos que o conteúdo a ser desenvolvido tem uma relação direta com o dia a dia de trabalho dos colaboradores, consistindo em um aprofundamento de algum tema já dominado por ele, ou seja, o conhecimento prévio.

Sendo assim, nossa proposta é que a educação corporativa, permeada pela concepção de aprendizagem significativa, irá organizar e disseminar as informações de tal modo que o conteúdo adquira significados não literais, preenchidos por sentidos e significados específicos de cada aprendiz. Desse modo, os conteúdos são coletivos, mas as aprendizagens são individuais.

Agora, após entender um pouco mais sobre a teoria da aprendizagem significativa, responda: como os adultos aprendem? Como você aprende? O que você está aprendendo agora?

*Pedagoga e Designer Educacional na SOU.

SITE: www.sou.com.br