quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A importância do LED no estúdio fotográfico

por Gilberto Grosso*

Os fotógrafos sempre trabalharam sob luz contínua provida por iluminadores à base de lâmpadas halógenas com até 2.500W de potência, geradoras de calor intenso e alto consumo de energia elétrica, além de baixa vida útil, ao redor de 2 mil horas. 

Na busca de solução mais moderna e alinhada à sustentabilidade com o cuidado na redução do consumo energético, muitos fabricantes de equipamentos para estúdios adotaram projetos que utilizam as compactas fluorescentes de 20W a 45W de potência. 

Todavia, alguns desses suportes refletores, que têm até sete lâmpadas de 45W, se apresentam como “elefantes brancos”, dado o seu tamanho descomunal. Mas ainda ganham das halógenas quando se compara a vida útil de 6 mil horas e o baixo consumo, de até 80% de energia elétrica. 

No entanto, nada se compara à qualidade e praticidade dos refletores de LED – do inglês lighting emitting diode, tecnologia que deverá substituir, até 2020, 80% de toda a iluminação mundial. Com a expansão, ampliação do portfólio e melhoria da qualidade dos equipamentos e fontes de luz de LED, mais fotógrafos e estúdios de fotografia e filmagem têm adotado essa tecnologia em substituição às tradicionais lâmpadas halógenas e fluorescentes.

Tecnologia em evolução

O LED evolui a cada dia e os tradicionais DIP (duel in-line package), visualmente identificados como “chuveirinho”, já estão dando lugar aos LEDs com a nova tecnologia SMD – surface mounted diode, ou dispositivo montado em superfície. Esse novo sistema reduz o espaço ocupado pelos tradicionais componentes, possui alto brilho, maior luminosidade e menor consumo de energia do que um LED comum.

Excluindo-se a tocha de flash com sua lâmpada de xênon e sua halógena para iluminação contínua, todos os demais iluminadores ou refletores que possuam um soquete E27 podem ter as lâmpadas substituídas pela LED PAR. Ou, então, todo o conjunto pode ser trocado por um dos modernos refletores de LED SMD encontrados com 10W, 30W, 50W, 80W e 100W de potência e vida útil mediana de até 50 mil horas, oferecendo alta iluminação de ambientes ou objetos com amplitude de brilho.

A luz contínua é parte integrante dos estúdios, seja através do fresnel com sua halógena bipino, o soft light com halógena palito ou dos iluminadores de soquete com seus múltiplos acessórios, como a colmeia, hazi light, snoot, sombrinha, difusores, refletores WA ou parabólicos etc.

É exatamente na substituição de parte desses equipamentos que o LED SMD ou LED PAR High Power se apresentam com grande vantagem competitiva. A começar pelo shelf life – vida útil mediana de até 50 anos que exige menos manutenção -, e pela extrema redução do consumo de energia elétrica, já que um refletor LED SMD de 100W de potência ilumina tanto quanto uma halógena de 1200W, mas consome 90% menos energia. 

Para ter uma dimensão da qualidade dessas luminárias de LED basta comparar a equivalência com uma halógena: 10W em LED iluminam como uma halógena de 100W; 30W, uma de 300W; 50W, uma de 500W; 80W equivale a uma halógena de 1000W; e a LED de 100W substitui uma halógena de 1200W.

E, por fim, uma tecnologia campeã no que tange à sustentabilidade, pois gera quase zero de calor, e ecologicamente perfeita também por produzir pouco lixo ambiental, uma vez que não queima com frequência.

*Fotógrafo, Lighting Professional e CEO da Avant.

CONTATO: 
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SITE: www.avantsp.com.br

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