quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Cinco passos para superar a deficiência e alcançar uma vida plena

por Dolores Affonso*

Durante séculos, as pessoas com deficiência foram consideradas incapazes, sofreram preconceito e foram excluídas da sociedade. Atualmente, muitas pessoas, estudiosos, educadores, instituições e governos em todo o mundo buscam formas de incluir as pessoas com deficiência através de políticas públicas para a educação, o trabalho, etc. Entretanto, é preciso preparar também o deficiente para conviver com as diferenças e criar um mundo melhor.

Muitas são as dificuldades vivenciadas por uma pessoa com deficiência, seja na escola, no trabalho, na vida social, no acesso aos bens e serviços públicos etc. No mercado de trabalho, por exemplo, em 2011, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, pouco mais de 300 mil deficientes tinham emprego com carteira assinada no país. O número de deficientes em subempregos e desempregados é muito grande.

A falta de respeito com os deficientes é enorme, desde carros estacionados na vaga de deficientes até a falta de legendas, audiodescrição, língua de sinais, rampas de acesso e outros recursos de acessibilidade que poderiam tornar a vida das pessoas com deficiência muito mais fácil. Esses e outros problemas de acessibilidade poderiam ser resolvidos facilmente por governos e empresas com ações simples. As novas tecnologias assistivas, de informação e comunicação e outros recursos ainda têm muito que evoluir, mas já há diversos dispositivos e ferramentas que podem ser usados para facilitar a vida. No entanto, a maioria das empresas privadas e instituições públicas não as utilizam, seja por falta de informação, interesse ou recursos financeiros. Além disso, os próprios deficientes não sabem usá-las, bem como não têm acesso ou recursos financeiros para adquiri-las. E ainda tem o medo!
 

Sabemos que esse medo dos deficientes não se restringe ao uso das tecnologias, mas ao mundo opressor que cobra o sucesso, mas não dá as mesmas condições e oportunidades na vida, levando ao medo, à reclusão em busca de proteção contra o preconceito e à exclusão, como resultado da submissão às regras da sociedade sem lutar pelos seus direitos. Para vencer esses medos e, consequentemente, a deficiência, é preciso abrir a mente para o novo, para o conhecimento e para a informação.

Muitas pessoas me perguntam o que podem fazer para desenvolver sua autonomia, superar limitações, aprimorar habilidades e realizar o seu potencial pessoal, profissional emocional etc. para alcançar a vida plena que querem, atingindo seus objetivos, realizando seus sonhos e ajudando outras pessoas. Assim como eu, diversas pessoas com deficiência e necessidades especiais se superam a cada dia e, para isso, tiveram que buscar uma forma, um método, ferramentas.

Mas como superar? Como eu superei e tantas outras pessoas também? São somente cinco passos para alcançar uma vida plena!

O primeiro passo é o autoconhecimento. Conheça a si mesmo! Um dos grandes problemas da pessoa com deficiência é não conhecer a si mesmo, sua deficiência, limitações e, principalmente, seu potencial. Se aceite como você é!

O segundo passo é a informação. Mantenha-se informado! Conhecer seus direitos, deveres e tudo aquilo que pode auxiliar na sua vida, como as ferramentas e tecnologias disponíveis, onde encontrar e como adquirir, tornarão você muito mais independente e produtivo.

O terceiro passo é a organização e o planejamento. Planeje sua vida e seu futuro! Retomar os sonhos, definir objetivos e metas, bem como as formas, estratégias e ações para alcançá-los, ou seja, construir a vida que você sempre quis e o futuro com que sempre sonhou.

O quarto passo é a motivação e superação. Seja auto motivado e supere a deficiência! Manter-se motivado só depende de você.

O quinto e último passo é a disseminação, ou seja, ajude outras pessoas, passe para frente o que aprendeu e ajude o mundo a se tornar um lugar melhor para todos!

Seguir esses passos fará toda a diferença na sua vida, pois, assim como eu pude lutar e sair vencedora, apesar de todas as adversidades, você também pode! Só depende de você vencer esta batalha!

*Coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade.
 

Opinião

"Acho que a arquitetura está num momento importante de procurar, mais que a linguagem, a própria atitude versus o novo mundo e tudo que ele comporta em nível visual e estético. (...) A estética de um produto ou ação é uma consequência de parâmetros e critérios que você usa no processo criativo e acho que voltar às origens é fundamental para poder evoluir tanto na arquitetura quanto no design, no urbanismo e na nossa relação com o espaço arquitetônico."

Marko Brajovic, arquiteto.

Empreendedorismo no Brasil


terça-feira, 21 de outubro de 2014

A procura do mercado por gestores líderes e de alta performance

por Claiton Fernandez*

As empresas estão à procura e precisam de gestores que saibam liderar. O que se vê, no entanto, é que a maioria deles não está preparada para liderar equipes. Os gestores ainda carregam um perfil predominantemente técnico, sem preparo para exercer uma efetiva gestão de pessoas, com dificuldades para delegar e, muitas vezes, sem preparo para ocupar a função.

As habilidades mais distantes são a flexibilidade para lidar com situações novas, o equilíbrio para enfrentar pressões e a visão ampla para tomada de decisões. Isto tem reflexo direto na organização, que demora para responder às mudanças do mercado, passando o gestor a ser questionado pelos colaboradores e a organização pelos seus clientes/parceiros.

Como se vê, o descompasso entre o perfil atual do gestor e as exigências do mercado é assustador. Enquanto o mercado requer gestores que saibam trabalhar em equipe, exercer boa comunicação, enfrentar pressões com equilíbrio e clareza, desenvolver competências com melhorias no ambiente de trabalho, exercer com maestria a negociação e gerar resultados, tomar decisões rápidas em diferentes situações, administrar conflitos e costurar acordos, uma pesquisa recente do Grupo Bridge revela que, com relação ao perfil requerido do líder atual, 50,03% estão despreparados, 38,43% precisam se desenvolver e apenas 11,54% estão prontos para exercer a liderança.


É preciso concordar que a quantidade de gestores qualificados para a oferta de oportunidades é desproporcional à demanda existente, o que preocupa quando se vê que na base da pirâmide que as organizações estão absorvendo cada vez mais profissionais gestores sem capacitação ideal.

Constata-se um verdadeiro apagão de gestores líderes e de alta performance no mundo dos negócios. É preocupante pensar que ainda existem inúmeras organizações no mercado com equipes sem efetivo comando e liderança.

A prática mostra que a falta de desenvolvimento de gestores tem feito com que os líderes falhem no papel de delegar responsabilidades aos seus pares, fator impeditivo da atração e retenção de talentos profissionais. E, perder um profissional qualificado, tem graves consequências internas e externas, o que um gestor líder e qualificado poderia evitar.

As organizações têm buscado gestores com uma atuação mais consultiva e menos diretiva. Mais do que um chefe ou profissionais despreparados, o mercado precisa e está à procura de gestores líderes e de alta performance, fator decisivo na busca de expansão e de melhores resultados.

*Palestrante, consultor e educador.
 

Opinião

"A mais nova forma de fuga da realidade é constituída pelos games, que estão deixando de ser um divertimento solitário de certos esquisitões da informática para transformar-se numa competição de profissionais. (…) A necessidade premente da alma humana de uma dedicação total a Deus (...) vem sendo preenchida, à falta de melhor, pela obsessão dos games. Vale a pena?"

Gregorio Vivanco Lopes, advogado e colaborador da Agência Boa Imprensa.

Opinião

"As contratações temporárias são uma boa oportunidade para o jovem que está procurando o primeiro emprego ou para quem está desempregado e quer se reposicionar no mercado de trabalho. Ter desenvoltura para lidar com o público é importante, mas não se pode descartar uma boa dose de comprometimento e dedicação. Uma dica importante aos candidatos é encarar o trabalho temporário com seriedade e como uma porta de entrada para permanecer na empresa."

Flávio Borges, gerente financeiro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Opinião

"Nunca na história do rádio o ouvinte foi tão ativo como é agora. A qualquer momento, ele pode ligar, enviar mensagens e participar da programação. (...) O rádio é um senhorzinho de 90 anos muito moderno, pois se acopla a todo o tipo de mídia."

Filomena Salemme, jornalista e radialista.

Opinião

"Médicos Sem Fronteiras tem repetido que uma massiva resposta médica, epidemiológica e de saúde pública é desesperadamente necessária para salvar vidas e reverter o curso da epidemia. Vidas estão sendo perdidas porque a resposta é lenta demais. (...) A escala da epidemia atual de ebola é sem precedentes em termos de distribuição geográfica, pessoas infectadas e mortes. A epidemia está fora de controle."

Bart Janssen, diretor de operações de Médicos Sem Fronteiras.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Opinião

"A criatividade é uma ferramenta fundamental para obter ganhos consideráveis no processo de inovação e, consequentemente, se diferenciar no mercado competitivo. Para que isso possa acontecer, as ideias criativas devem estar em linha com a realidade do negócio a ser inovado utilizando, assim, simples mudanças com baixo custo, de maneira que possa atrair ou seduzir o seu consumidor."

Gabriel Di Blasi, engenheiro, advogado e sócio do escritório Di Blasi, Parente & Associados.

sábado, 11 de outubro de 2014

Gafes e campanhas mal planejadas queimam o filme de empresas e influenciadores

por Murilo Oliveira*

Na Internet o clima é de diversão, mas o business é sério: a falta de gestão em uma ação com celebridades pode causar sérias consequências à imagem da marca e do próprio influenciador. Os maus exemplos são rapidamente memorizados e alguns chegam a ficar famosos. O apresentador Luciano Huck, por exemplo, postou uma imagem de seu smartphone com o logotipo da operadora de celular VIVO (sendo patrocinado pela TIM) e a comediante Dani Calabresa e a atriz Fernanda Paes Leme tuitaram promovendo marcas de celular concorrentes da Apple, mas mantendo assinatura virtual de mensagem postada via iPhone.

As gafes acontecem porque as agências de conteúdo digital e social permitem que as celebridades tenham autonomia em suas postagens – atitude fundamental para que a campanha funcione. Mas é fundamental que a agência esteja atenta aos detalhes que acontecem durante a ação. Se o direcionamento das postagens não for bem planejado em todos os aspectos – como checar qual dispositivo é usado para publicação, os erros podem comprometer meses de preparação para lançamento da campanha ou do produto. A solução mais indicada é ter um profissional acompanhando qualquer situação embaraçosa que envolva o nome da marca ou da personalidade.


Bem antes do inicio das ações algumas estratégias específicas podem ser realizadas e são bem úteis, como manter o diálogo fluido com a personalidade, sem imposições por parte dos organizadores da campanha. Já o coaching direto, em que se explica exatamente o que a celebridade precisa fazer ou quais os modos de agir na Internet, pode ser prejudicial à ação de Celebrity Branded Content.

Mesmo que o influenciador saia do roteiro – sem comprometer a essência da ação – é ele quem guia sua atividade online, trazendo originalidade à campanha e mantendo parcerias de sucesso com a marca. Erros acontecem, mas antecipá-los e corrigi-los o mais rápido possível deve ser a regra, não a exceção, no trabalho com celebridades junto às marcas na Internet

*Sócio diretor da iFruit, agência especializada na comercialização de mídias nas redes sociais.