sexta-feira, 28 de novembro de 2014

5 dicas para eliminar pendências antes da virada do ano

por Bibianna Teodori*

Falta pouco para acabar o ano. O cansaço chega, o rendimento cai, a ideia que o "ano acabou" já virou um pensamento fixo e começa a ansiedade. É preciso ter calma. Ainda tem bastante tempo para concretizar alguns itens da lista de pendências que se acumulou, já que o ano acaba somente em 31 de dezembro.

Pense no último dia do ano e visualize a cena: você está erguendo a taça de champanhe, feliz e diz para si e para os amigos: "Valeu a pena, consegui realizar tudo que eu tinha planejado!".
 
Certamente você começou o ano cheio de resoluções e muitas expectativas, mas, mesmo que não tenha conseguido concretizar tudo, é preciso começar 2015 sem frustrações. Com vontade, determinação e disciplina, é possível melhorar o ano que está por vir com algumas atitudes simples.

1. Deixe entrar o novo em sua vida

Faça uma bela faxina. Roupas que não servem mais, livros já lidos, objetos quebrados que estão em casa: elimine, troque, doe, arrume. Só assim terá espaço para que venham coisas novas.

2. Planejar o que ainda quer realizar até o ano acabar

Detalhe os passos para atingir objetivos, prepare metas e siga em frente. Assim, quando começar a contagem regressiva no final de ano, realmente poderá dizer que valeu a pena! Para planejar, é preciso saber quais são os seus objetivos. Alguém sem planejamento é como um barco à deriva no oceano, não vai a lugar nenhum!

3. Busque o mecanismo da realização

Não adianta desejar alcançar todas as metas. Antes, é necessário tomar os passos para se atingir o que se quer. Por exemplo: se você tem como meta passar num concurso que proporcione estabilidade financeira e segurança, deverá ter um plano de estudos, matricular-se, obter material, responder questões, etc. Mesmo assim, não há garantia de que se alcançará o desejado, pois outras variáveis interferem, como a quantidade de candidatos por vaga e até mesmo o estado emocional na hora da prova.

4. Resolva todos os problemas adiados

Faça uma lista e comece aos poucos, um a um. Vale para problemas materiais e problemas emocionais também, como pedir perdão a alguém, consertar uma situação que ficou no ar, etc.

5. Cuide do seu poder pessoal

Três dicas: a primeira é realizar exercícios de respiração e relaxamento. A segunda é fazer o uso das mentalizações positivas e, por fim, investir em você, despertando a fé, a esperança, a sabedoria, conhecendo outras pessoas, ouvindo música. O sucesso é uma questão de metas e tudo mais é teoria. Sua capacidade de estabelecer metas é a chave mestra do sucesso. As metas ativam a sua mente positiva e você se transforma naquilo em que pensa a maior parte do tempo.

Lembre-se das várias potencialidades que precisa despertar, que você tem uma missão e um lugar para chegar. Se não souber para aonde ir, qualquer lugar vai servir e as coisas se tornarão mais difíceis.

*Executive e Master Coach, fundadora da Positive Transformation Coaching e escritora.
 

Opinião

"A leitura era realizada principalmente em livros e revistas e tinha uma sequência lógica organizada pelo autor. E, no caso de textos de boa autoria, o leitor segue o raciocínio de forma linear. Esta forma de ler está sendo substituída por textos na web com hiperlinks. A informação pode ser acessada de várias maneiras diferentes e em diferentes sequências por cada pessoa. Isto certamente traz reflexos na forma como o pensamento se organiza."  

Joel Augusto Teixeira, neurologista.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Desenvolvendo a maestria: o avanço está no desconforto

por Paulo Ribeiro*
 
Poucas coisas fascinam mais um ser humano do que assistir a um mestre em ação. Não importa a área: observar e reconhecer a maestria em outro ser humano nos impacta de algum modo.

Falo maestria não no sentido de "ser o melhor de todos naquilo", mas no sentido de se ter uma intimidade tão grande com aquela arte, que faz com que o artista entenda as possíveis nuances e torne-se capaz de expandir a performance humana na área. Isso acontece nas mais variadas áreas, desde grandes músicos, esportistas, artistas, gênios, etc. Todos diferentes, porém, mestres.

Porém, ser mestre em algo não tem ligação direta com talento ou inteligência – e sim com esforço e prática. Se você quer alcançar esse tipo de domínio sobre algo é preciso uma dedicação diferenciada, que poderá lhe garantir a maestria no assunto. Assim como músicos se dedicam para dominar um instrumento, você pode usar esse conhecimento para aprender bem uma disciplina da faculdade, por exemplo.

Já foi comprovado que não existe uma relação clara entre QI e aptidão para desenvolver tarefas ao nível de mestre, assim como é observado que a aptidão para uma habilidade não necessariamente implica uma inteligência geral, para todas habilidades.

Porém, também foram encontradas características em comum naqueles que desenvolvem a maestria: o sucesso - nesse caso ligado diretamente à qualidade e maestria da performance - estava consistentemente correlacionado com o que os cientistas chamaram de prática deliberada.

Essa tal prática deliberada é um método que melhora o desempenho, é exigente e requer presença constante de feedback, - e não é medida de acordo com o tempo de prática ou experiência de campo, mas sim com o volume de esforço investido em certa habilidade ou conhecimento.

A prática deliberada é acima de tudo um esforço de foco e concentração. É isso o que significa deliberada, ao invés de simplesmente resolver exercícios no modo automático. Por exemplo, uma pessoa que deseja melhorar seu nível de física pode optar por duas escolhas: resolver exercícios indiscriminadamente ou focar em seus pontos fracos. De nada adianta você gastar meses resolvendo questões que já estão confortáveis/fáceis para você. Isso não avança sua habilidade geral. O avanço está no desconforto. É claro que esse trabalho de manter-se na prática deliberada exige mais da pessoa: pesquisas mostram que ficar de quatro a cinco horas por dia se dedicando a esse método é o limite superior da prática deliberada.

Uma dica, para o ambiente de estudo, é fazer exercícios que tenham gabarito – afinal, performance sem feedback é inútil. Prefira resolver poucas questões, mas que tenham o gabarito, do que muitas indiscriminadamente. Sem o feedback, o desempenho não melhora. ​

*Escritor, palestrante, consultor e fundador do Aprendizado Acelerado.
 

Balanço de fim de ano: analisando 2014

por Verônica Pacheco*
 
Novos empregos, novos amores, novos desafios... O que 2014 trouxe de bom - e de ruim - para você? O que você deseja que continue presente na sua vida ou mude para o ano que está chegando?
 
Não existe momento mais propício do que esse para voltar às atenções para si mesmo. A época das festas de fim de ano traz consigo o clima de comemoração e de fechamento de um ciclo, mas, para que esse ciclo seja realmente concluído com sucesso, é preciso que haja um momento de reflexão e análise sobre tudo aquilo que aconteceu nos últimos 365 dias que se passaram.
 
Madalena Feliciano, diretora do Instituto Profissional de Coaching, lembra que é preciso colocar na balança tudo aquilo que aconteceu de importante na sua vida durante o ano – e, para fazer isso na prática, uma boa ideia é sentar em um lugar calmo e quando você estiver sem pressa, colocando no papel tudo aquilo que merece ser destacado. "Pegue uma folha em branco e faça diversas colunas: uma para a sua carreira, uma para sua vida amorosa, outra para a área financeira, outra para a diversão/lazer, outra para saúde, etc. Em cada área dessas faça outra divisão: uma coluna para coisas boas, outra coluna para coisas ruins. Escreva o que houve de bom e de ruim em cada área e dê notas de 1 a 10 de acordo com o seu sucesso", sugere a especialista.


Essa atitude auxilia na reflexão, deixando mais visível se existe uma falta de equilíbrio entre as áreas analisadas. "O ideal é encontrar uma harmonia, um equilíbrio em tudo. Mas sim, esse é um objetivo que não é cumprido com tanta facilidade – e o ser humano tende a se dedicar mais àquilo que já tem sucesso, por exemplo: se a sua área amorosa está muito bem e a sua área financeira vai muito mal, é mais fácil continuar dedicando-se a sua vida amorosa, pois ali você já possui maior garantia de sucesso – e ninguém gosta de falhar", ressalta Madalena.
 
Além da análise e reflexão de fim de ano, que são o passo inicial para começar o próximo ano com o pé direito, também é importante planejar metas e objetivos concretos para o próximo ano, ressaltando a forma como eles serão feitos. "De nada adianta você falar que deseja viajar no próximo ano se não se preparar para isso. Para concluir esse objetivo, é preciso desde já pensar o que será feito: você guardará dinheiro mensalmente? Em que mês será a viagem? É possível deixar o trabalho de lado por um tempo para viajar? Você terá que deixar o emprego? Todas essas possibilidades devem ser pensadas na hora de planejar um objetivo", exemplifica a coach.
 
Ainda falta um tempo para as festas de fim de ano, mas que tal começar a repensar desde já as suas conquistas e falhas desse ano que passou e fazer planos concretos para o ano que vem? Sua carreira, sua vida amorosa e sua saúde agradecerão no final.
 
*Jornalista. 
 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

5 regras para ter uma vida saudável

por Vinícius Possebon*

Você já teve a sensação de que ser saudável é complicado demais? São tantas dicas, conselhos e pesquisas que até fica difícil saber no que acreditar, não é? Mas eu tenho uma ótima notícia para você: ser saudável não precisa, de maneira nenhuma, ser complicado.

Se você pensar bem, as pessoas eram muito mais saudáveis no passado, quando não havia tantas dietas e produtos de "saúde". E o que mudou desde então? Nada! Nossa genética ainda é a mesma, então, o que funcionava anos atrás também pode funcionar agora.

Quer ver como ficar saudável pode ser muito mais fácil do que parece? Confira 5 regras para ter uma vida saudável:

1. Não coloque coisas tóxicas em seu corpo

Você, com certeza, sabe que há muitas coisas no ambiente que são absolutamente tóxicas para o nosso corpo. E, considerando a natureza viciante de algumas delas, as pessoas muitas vezes têm uma dificuldade realmente grande em evitá-las.

Isso inclui os vilões habituais, como cigarro, álcool e drogas abusivas. Se você tem um problema com eles, dieta e exercício se transformam na menor das suas preocupações. O álcool pode até ser agradável (com moderação, claro!) para aqueles que conseguem tolerá-lo, mas o tabaco e as drogas abusivas são ruins para todos.

Mas o que é muito mais comum hoje em dia é comer alimentos pouco saudáveis e que geram várias doenças. Se você quiser ganhar uma ótima saúde, não tem outra saída: precisa diminuir o consumo desses alimentos.

Provavelmente, a mudança mais eficaz que você pode fazer para melhorar a sua dieta é cortar os alimentos embalados e processados. E não tenha dúvida: isso pode ser realmente difícil, porque muitos desses alimentos são alterados pelos chamados engenheiros de alimentos para torná-los o mais viciante possível.

Quantos ingredientes específicos são, de longe, os piores. A lista inclui sacarose e xarope de milho. Ambos podem causar estragos em seu metabolismo quando consumidos em excesso - embora algumas pessoas os toleram em quantidades moderadas.

No final das contas, o melhor a fazer é evitar todas as gorduras que necessitam de produtos químicos e fábricas para serem produzidos. Isso inclui as gorduras trans artificiais, óleos refinados e óleos vegetais, como os de soja, milho e girassol.

2. Levante coisas e se movimente

Se você quer ter uma ótima saúde, não pode abrir mão de usar os seus músculos. E não estamos falando apenas de ter um tanquinho ou veias saltando do seu bíceps! A verdade é que exercitar-se e levantar pesos vai muito além de uma boa aparência.

Claro, melhorar o visual e ficar mais atraente é um bônus e tanto. Mas isso é só a cereja do bolo: o exercício também é crucial para o seu corpo, cérebro e hormônios funcionarem melhor.

Levantar pesos, por exemplo, reduz o açúcar no sangue e os níveis de insulina, melhora o colesterol e reduz os triglicerídeos. Além disso, aumenta seus níveis de testosterona e hormônio de crescimento, ambos associados com a melhoria do bem-estar. Quer mais? Levantar pesos e realizar outras formas de exercício, pode ajudar a reduzir a depressão e os riscos de todos os tipos de doenças crônicas, incluindo a obesidade, diabetes tipo II, doenças cardiovasculares, Alzheimer e muitos mais.


Finalmente, o exercício também pode auxiliar a perder gordura, especialmente se for combinado com uma dieta saudável. Não é só porque ele queima calorias, mas também melhora o seu estado hormonal e a função global do seu corpo.

E o melhor de tudo é que você não precisa se matricular numa academia para se exercitar, pode ficar em forma treinando na sua própria casa. Também é importante fazer alguma atividade ao ar livre, especialmente se você puder tomar banho de sol nesse momento e aproveitar uma fonte natural de vitamina D. Andar à pé é uma boa escolha, por mais que seja um exercício subestimado. O segredo é escolher algo que você goste e possa fazer a longo prazo.

E atenção: para quem está completamente fora de forma ou tem algum problema de saúde, o melhor é falar com um médico ou profissional de saúde qualificado antes de iniciar um novo programa de treinamento.

3. Durma profundamente

O sono é muito importante para a saúde de maneira geral, e estudos mostram que a privação de sono está correlacionada com muitas doenças, incluindo a obesidade e doença cardíaca. Por isso, é extremamente recomendável dedicar o tempo adequado para ter um sono bom, de qualidade.

Se você não consegue dormir direito, por algum motivo, então consulte um médico. Os distúrbios do sono, como apneia do sono e outros, são muito comuns e, em muitos casos, facilmente tratáveis.

De qualquer forma, existem algumas coisas que você pode fazer por conta própria para melhorar seu sono: não beber café no final do dia; ir para a cama e acordar na mesma hora todos os dias; dormir na escuridão completa e diminuir as luzes da casa algumas horas antes de se deitar.

4. Evite o excesso de estresse

Os passos acima já são boa parte do caminho para uma vida saudável, mas não são suficientes. A verdade é que nada disso adianta se você não estiver atento à maneira como pensa e se sente. Se você se sente estressado o tempo inteiro, é melhor parar e rever sua rotina.

O excesso de estresse pode aumentar os níveis de cortisol e causar efeitos prejudiciais graves no metabolismo. Ele pode, inclusive, aumentar a gordura na região abdominal e os riscos de todos os tipos de doenças. Acredita-se também que o estresse é um contribuinte significativo para a depressão.

Caso você sofra desse mal, é hora de parar e fazer de tudo para se estressar menos. Tente simplificar a sua vida e aposte em exercícios, técnicas de respiração profunda ou até mesmo meditação.

Se você simplesmente não consegue lidar com os pesos da vida diária sem ficar estressado demais, que tal ver um psicólogo? Há muitas maneiras de aprender a lidar com o estresse. Você poderá superá-lo, se tornar alguém mais saudável e também melhorará sua vida de outras maneiras. Afinal, ninguém quer passar a vida preocupado e ansioso, sem conseguir relaxar, não é?

5. Dê ao seu corpo alimentos de verdade

Sabe qual é a maneira mais simples e eficaz de ter uma dieta saudável? Concentrar-se apenas em alimentos reais. Isso significa escolher alimentos integrais, não processados, que lembram sua aparência na natureza.

É muito melhor comer uma combinação de animais e plantas: carnes, peixes, ovos, legumes, frutas, nozes, sementes, bem como gorduras saudáveis, óleos e produtos lácteos ricos em gordura.

Se você é saudável, magro e ativo, não há problema nenhum em comer carboidratos não refinados e integrais. Isso inclui batata, batata doce, legumes e grãos que não contêm glúten, como aveia e arroz.

Por outro lado, se você está acima do peso ou obeso ou começou a sofrer de problemas metabólicos, como diabetes ou síndrome metabólica, cortar as principais fontes de carboidratos é o caminho ideal para ter melhorias dramáticas. Muitas pessoas perdem uma grande quantidade de peso simplesmente eliminando os carboidratos, porque, inconscientemente, passam a comer menos.

Então, faça um esforço para optar por alimentos integrais, não processados, em vez de alimentos que parecem ter sido produzidos numa fábrica.

Viu só? Ter uma vida saudável é muito mais simples do que a gente pensa. E você, já aplica essas regras na sua vida? O que precisa melhorar? Reflita e mãos à obra!
 
*Personal trainer e palestrante.
 

O que é Coaching Educacional e como ele pode te ajudar?

por Dolores Affonso*

Há algum tempo venho falando sobre a educação inclusiva, sua importância, seus benefícios e, também, sobre a falta de preparo de educadores, famílias, instituições de ensino e da própria sociedade para lidar com a diversidade e atuar de forma efetiva na inclusão. Hoje quero destacar, não somente a importância do educador no processo de inclusão, mas também a do profissional da educação preparado, disposto e pronto para a ação transformadora.

Atualmente, as instituições de ensino ficam "amarradas" aos protocolos, metodologias e currículos impostos e possuem pouca autonomia e flexibilidade para trabalhar. Com isso, acabam por fazer o básico, o mínimo pela educação em nosso país, deixando de inovar, buscar soluções, muitas vezes, simples, para tornar a educação uma ferramenta de qualidade, eficaz e realmente para todos. A falta de recursos também é um grande problema, tendo em vista o estado das escolas públicas no Brasil, principalmente no interior, nas áreas rurais, na região Norte e Nordeste do país, etc.


Os educadores seguem o mesmo caminho. Normalmente se queixam da instituição, do governo, mas acabam se conformando com a "falta de tudo" e deixam de assumir sua posição questionadora de educador. E quando digo questionadora, não estou me referindo somente aos questionamentos externos, ao governo, à instituição, à sociedade, mas aos internos, principalmente. A grande maioria não se pergunta se pode fazer mais e como.

Diante de escolas e educadores despreparados, de famílias desconectadas da escola e de indivíduos excluídos, ainda que dentro da escola, surge a necessidade de se encontrar, desenhar um novo caminho para a educação brasileira. Neste sentido, a atuação de consultores e coaches educacionais vêm crescendo, à medida que as novas necessidades de uma sociedade em rede vão aumentando e se avolumando dentro e fora da escola.

Há algum tempo falei sobre as novas gerações e sua postura diante da educação e das formas arcaicas da atual escola se fazer presente em sua vida. Uma atitude mais conectada, que procura exemplos reais, ou seja, conexão com a realidade e, principalmente, unir vivências, tecnologias e metodologias atrativas e que os torne mais independentes e autônomos no processo de aprendizagem, colaborando ativamente com a construção do conhecimento coletivo, em rede. E isso reforça a necessidade de se atualizar, se preparar, tanto do educador, como da instituição de ensino.

Por isso, ao falar de consultoria e coaching educacional, devemos sair da mesmice, "pensar fora da caixa", ou seja, não é aquela consultoria educacional que vemos por tantas vezes acontecer dentro das instituições, que só reforça o que é determinado e minimiza a atuação do aluno, buscando uniformizar e padronizar a educação.

Um consultor ou coach educacional, neste novo milênio, deve estar em busca da união da escola com a sociedade, da individualização/personalização do processo educacional, aliando o atendimento a diversos estilos de aprendizagem, demandas sociais, necessidades especiais às atividades de integração, comunicação e interação, diminuindo o efeito homogeneizante da atual educação, em prol de uma educação para todos.

Ao realizar uma consultoria ou coach, este profissional deve:

- Analisar a escola profundamente, compreender de forma mais completa os alunos, suas famílias, a sociedade em que estão inseridos e o contexto em que vivem.

- Buscar nas ações, metodologias e tecnologias existentes e até já utilizadas pela escola, educadores e alunos, mesmo que fora da instituição, uma forma de transformar a situação de aprendizagem, alternar o foco educacional, construir objetivos mais consistentes e práticas mais condizentes com aquele público atendido, aquela sociedade e as demandas existentes.

- Aplicar e analisar os resultados alcançados, as mudanças, a satisfação dos envolvidos e a efetividade do ensino e dos objetivos educacionais para reforçar e melhorar os pontos positivos e reduzir o impacto dos negativos, mudando o que for necessário par atingir os objetivos traçados.

Para tanto, é preciso um estudo aprofundado de outras questões, como recursos financeiros, tecnológicos, humanos, o espaço, o tempo e conseguir aliar uma metodologia conectada com o aluno, a realidade e tecnologias adaptáveis, num ambiente flexível e mutante. Só assim será possível construir uma nova escola que atenda às necessidades das pessoas e, ao mesmo tempo, forme cidadãos plenos, conscientes e preparados para este novo mundo e sua diversidade!

*Coach, palestrante, consultora, designer instrucional e professora.
 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

FIB: Felicidade Interna Bruta

por Célio Pezza*

O que faz um país ser feliz? Já se sabe que o crescimento econômico não é o fator determinante e existem outros conceitos, como liberdade, saúde, estabilidade familiar, amigos, ausência de poluição, segurança, etc., que pesam mais que o crescimento econômico. O que é mais importante em sua vida: ser feliz ou ser rico?

Foi baseado nesta premissa que o Butão, pequeno país budista vizinho ao Himalaia, instituiu o FIB (Felicidade Interna Bruta). Em 1972, seu rei Jigme Singye declarou que o FIB é mais importante que o PIB (Produto Interno Bruto). A partir daí baseou todo seu governo em quatro premissas: desenvolvimento econômico sustentável e equitativo, preservação da cultura, conservação do meio ambiente e boa governança. Esta política virou realidade e o Butão, hoje, mostra ao mundo o quanto o conceito do PIB está errado.

Veja o exemplo dos Estados Unidos, onde o PIB é alto e, ao mesmo tempo, aumentam os índices de criminalidade, divórcios, guerras, neuroses e toda sorte de infelicidades. O PIB só se preocupa com o crescimento material e não leva em conta se a riqueza foi gerada a partir de destruição de lares ou do meio ambiente.


 
Os "especialistas" impuseram o conceito de que o crescimento econômico é o objetivo das sociedades e isto está nos levando ao desastre. Este modelo de produção e consumo desestabilizou o ser humano e o planeta. Uma empresa que se instala em uma região traz um aumento do PIB desta região, mas, se for acompanhada de uma degradação ambiental, da saúde e bem-estar da comunidade, o resultado será uma perda de qualidade de vida.

Uma civilização focada no FIB é preocupada em ser feliz e não em acumular lucro. É uma tremenda virada nos conceitos atuais, mas que pode salvar o ser humano de um futuro desastroso. O primeiro-ministro do Butão explicou na ONU que é responsabilidade do Estado criar um ambiente que permita ao cidadão aumentar sua felicidade e é enfático ao afirmar que o sucesso de uma nação deve ser avaliado pela sua qualidade de vida e felicidade de seu povo, e não pela sua habilidade de produzir e consumir.

Vamos lembrar as palavras do ex-senador Robert Kennedy quando, durante um de seus discursos, em março de 1968, criticou o crescimento econômico a qualquer custo e disse: "Não encontraremos nem um propósito nacional nem satisfação pessoal numa mera continuação do progresso econômico. Não podemos medir a realização nacional pelo PIB, pois ele cresce com a produção de napalm, mísseis e ogivas nucleares. Ele mede tudo, menos o que torna a vida digna de ser vivida".

*Escritor.
 

Dynamic Encounters


Opinião

"A informação circula pela rede e pelos dispositivos que já estão nas mãos de todas as crianças e adolescentes. A sala de aula desta geração precisa falar a língua deles. (...) Ampliar o alcance da sala de aula e levar o conhecimento para o estudante, nos ambientes em que ele se interessa, é um passo transformador para a educação."

Fernando Martins, diretor-executivo da Intel Brasil.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Opinion

"Technology can truly change the world, but not alone. It needs design to unlock its power. Technology is constantly moving forward, but it can only move as fast as humans. Design acts as the bridge between technology and humanity. The world cannot change without design. It needs design as a bridge between the change and humanity. Design is a middle ground, a connection, and those connections can have a huge impact on the world."

Tae Wan Na, designer.